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Indicações | 14/06/2012 11:50

7 ações nada óbvias que vão brilhar no longo prazo

Quatro gestores de valor recomendam os investimentos com mais potencial do momento

O sócio-diretor e responsável pela estratégia com ações da Claritas, Helder Rodrigues da Cunha Soares, diz ser reticente em relação a empresas que se formam apenas por aquisições, uma vez que a sinergia nem sempre se materializa. “Mas na Brasil Insurance, o processo tem gerado muito valor. As corretoras compradas eram muito pequenas, mas operam com corretagem baixa. A empresa tem muita economia de escala”, diz Soares.

Outro fator que poderia contribuir para uma imagem negativa da empresa, mas que foi, de fato, positivo para a Brasil Insurance é o fato de ela ter sido controlada por um fundo de private equity. “Já houve maus exemplos de empresas controladas por fundos de private equity, mas nós vemos o caso da Brasil Insurance como oportunidade. Existem grandes corretoras internacionais com muito caixa e interesse em aumentar a presença no Brasil, o que torna a empresa vendável”, explica Soares.

O gestor destaca ainda o fato de a companhia ser boa geradora de caixa e ter começado a pagar dividendos. De acordo com Helder Soares, o múltiplo Preço/Lucro, hoje em 13, tem potencial para chegar a 25 ainda em 2012. Quanto menor o indicador, mais descontado está o preço da ação.

Guararapes: raro potencial no varejo de moda

Desempenho da ação preferencial em 12 meses (GUAR4): +2,0%
Desempenho da ação ordinária em 12 meses (GUAR3): +3,0%

“Nós gostamos do setor de varejo têxtil. O problema é que não somos só nós que gostamos”, brinca Ralph Gustavo Rosenberg, da Perfin. “É difícil achar uma relação risco-retorno interessante no setor, isto é, empresas que não estejam precificando seu potencial”, continua, para em seguida apresentar uma das empresas preferidas da Perfin: a Guararapes, dona da rede de lojas Riachuelo, de um shopping no Rio Grande do Norte, entre outras marcas.

De acordo com Rosenberg, a Guararapes é a única empresa do setor que é totalmente integrada, com suas seis plantas e três centros de distribuição. Isso lhes confere uma clara vantagem competitiva: a mercadoria leva metade do tempo para chegar à loja, em relação a concorrentes como Renner ou Marisa. “Isso é importante no segmento de fast fashion”, diz o sócio-fundador da Perfin.

Além disso, diz Rosenberg, a Guararapes vem fazendo o retrofit de algumas lojas, o que deve se traduzir em melhores resultados, e investe bastante em controle de estoques e na efetividade das vendas. Existe ainda um bom potencial de crescimento em uma de suas marcas, a Pool, que segundo o gestor poderia vir a ser um modelo de franquia nos moldes da Hering.

Ainda de acordo com Rosenberg, o múltiplo P/L atual da Guararapes é de 11,5. No fim do ano passado, era de 14,43, frente a um P/L de 21,09 das Lojas Renner e de 25,42 da Marisa. Quanto menor essa relação, mais descontada está a ação.

Entre os pontos fracos da Guararapes estão o fato de a empresa atuar no ramo financeiro concentrando os processos internamente. “Ela deveria buscar um parceiro, já que o core business não é financeiro”, diz Rosenberg. Porém, um dos pontos principais para as ações estarem descontadas, diz o gestor, é a concentração de 85% do capital da empresa nas mãos da família controladora, o que leva as ações a terem baixa liquidez.

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