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Indicações | 14/06/2012 11:50

7 ações nada óbvias que vão brilhar no longo prazo

Quatro gestores de valor recomendam os investimentos com mais potencial do momento

Divulgação

Loja da Riachuelo

A Guararapes, dona da Riachuelo, é uma das preferidas da Perfin Investimentos

São Paulo – No 5º Congresso Value Investing Brasil, realizado nesta semana, quatro gestores indicaram sete ações como “investment picks”, os melhores investimentos do momento. Apenas dois dos papéis estão entre os mais conhecidos, sendo quatro deles small caps (de menor valor de mercado e menor liquidez), o que vai ao encontro da filosofia dos investidores de valor.

Esses gestores procuram ações descontadas – seja devido a problemas aparentes ou que possam ser contornados, seja porque o mercado ainda não conseguiu precificar os pontos fortes da empresa. Assim, assume-se que essas ações têm grande potencial de valorização, normalmente no longo prazo. Gestores de fundos de valor costumam, inclusive, se manter bem próximos à gestão da empresa em que investem.

Veja abaixo as sete recomendações das gestoras GTI Administração de Recursos, Claritas, Perfin Investimentos e Gávea Investimentos.

Cosan: sair do foco principal é bom

Desempenho da ação em 12 meses (CSAN3): +32,0%

A Cosan é a principal empresa do portfólio da Perfin Investimentos. A produtora de açúcar e etanol que vem se expandindo para outros setores, como infraestrutura e logística, é vista com bons olhos pela gestora, que considera bem-sucedida a transição da empresa do foco em apenas um para vários ramos de negócio. “Dificilmente se enxergam grandes grupos que consigam fazer bem uma transição desse tipo”, diz Ralph Gustavo Rosenberg, sócio-fundador da Perfin, responsável pela gestão de fundos de renda variável.

O movimento de aquisições da Cosan, iniciado há quatro anos, vem afastando o foco da companhia de seu negócio principal e voltando-a para outras áreas estratégicas, como alimentos, cogeração de energia, lubrificantes, gestão de terras, distribuição de combustíveis e, mais recentemente, distribuição de gás e logística. “Após a compra da Comgás, menos de 25% da geração de caixa da empresa virá de açúcar e etanol”, diz Rosenberg, que acredita que a Cosan trabalha bem o mix terras próprias, terras de terceiros, cogeração, aproveitando sua atuação em logística para tornar sua produção mais eficiente.

Nem o temor do mercado pelo aumento do endividamento da Cosan, nem o mal-estar gerado entre os acionistas minoritários pela manobra que garantiria o controle para o presidente Rubens Ometto fizeram as aquisições da Cosan serem mal vistas pela Perfin. “Vários grupos grandes no passado tiveram problemas de governança, mas a Cosan tende a melhorar substancialmente nesse aspecto. O minoritário não foi prejudicado financeiramente”, acredita Rosenberg.

Ele pontua que a transmissão da presidência executiva de Ometto para um grupo de executivos (Ometto é apenas presidente do conselho agora) já foi um passo bastante importante, e que há mais espaço para a governança melhorar. “Há chances de voltar a ter apenas uma classe de ações neste ano”, diz o sócio da Perfin. Para a gestora, “faz todo sentido estar posicionado em infraestrutura e energia limpa no atual momento econômico”. Além disso, a Cosan teria bom potencial de consolidação dos mercados em que atua.

ALL – Para a Perfin, a compra da fatia na empresa de logística ALL poderia gerar frutos para a Cosan não só para a sua própria produção, como também indiretamente por meio de outras commodities, que se aproveitam da infraestrutura. O escoamento da safra de soja, por exemplo, poderia gerar um bom ganho para a Cosan.

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