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Minério de ferro da Vale: empresa está presente em 18 das 19 carteiras analisadas
São Paulo - Com a economia brasileira de vento em popa e uma expectativa de impacto reduzido das eleições presidenciais sobre o mercado, as corretoras optaram por uma seleção mais agressiva de ações para outubro, deixando o setor defensivo de lado. Apesar dos indicadores norte-americanos não apresentarem sinais robustos de recuperação, os temores sobre um segundo mergulho na recessão vem se dissipando na visão de grande parte dos analistas. Terminada a capitalização da Petrobras, o mercado volta os olhos para o balanço do terceiro semestre das empresas brasileiras, resultado que será divulgado a partir deste mês.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa, terminou setembro com 69.429 pontos e uma valorização de 6,58%. Para a equipe da Planner, o indicador já sinaliza ter pulado para um novo patamar, "na busca pelos 71.000 pontos". A percepção é que outubro será "mais leve", conforme assina o analista chefe Ricardo Martins no relatório da corretora. Com produção industrial em alta, varejo aquecido e baixa taxa de desemprego, os balanços corporativos devem confirmar a expectativa de crescimento para a maioria dos setores.
Investimento estrangeiro
Em um cenário de taxas de juros baixíssimas e estímulos monetários abundantes no exterior, o Brasil entra na mira de quem toma dinheiro emprestado em moeda estrangeira e reaplica os recursos em mercados de maior crescimento. Até o dia 28 de setembro, os investidores internacionais responderam por um aporte de 1,58 bilhão de reais na Bolsa, trazendo o acumulado do ano para um patamar positivo de 1,54 bilhão.
Analistas também chamam a atenção para um provável aumento no preço das commodities. "Os investidores de fora buscam proteção e as commodities têm reagido fortemente a este movimento de alta nos últimos meses", afirmam Carlos Nunes e Débora Agonilha, do HSBC.
Não por menos, a Vale marcou presença em 18 das 19 carteiras analisadas pelo site EXAME. A OGX, braço de petróleo e gás natural do grupo EBX, apareceu em 10 carteiras, mesmo número alcançado pelo Itaú Unibanco. Entre as empresas de varejo, o Pão de Açúcar saiu na frente das demais empresas brasileiras, somando sete indicações. Por sua vez, a Petrobras, protagonista da maior oferta de ações do mundo, foi sugestão de apenas cinco corretoras.
Confira as carteiras recomendadas nas páginas a seguir:
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