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Liderança | 13/06/2013 00:00

Seja o líder que as empresas querem

O líder que as empresas querem impõe menos e pergunta mais. É hora de usar as relações a seu favor, compreender o cenário rapidamente e colocar a mão na massa

Omar Paixão / VOCÊ S/A

Marcos Maluf, de 26 anos, presidente da corretora UM Investimentos

Marcos Maluf, de 26 anos, presidente da corretora UM Investimentos

São Paulo - O ano de 2009 foi decisivo para o engenheiro Romero Rodrigues, de 35 anos, fundador e presidente do Grupo Buscapé, que reúne empresas de comércio eletrônico, com sede em São Paulo.

Enquanto negociava a venda da empresa para o grupo de mídia sul-africano Naspers, dono de participações em várias empresas ao redor do mundo, entre elas o Grupo Abril, Romero percebeu que o Buscapé tinha uma problema de gestão grave: as áreas não se falavam.

"A empresa parecia o seriado Game of Thrones, cheio de reis lutando para ver quem tinha mais poder", diz Romero, em referência ao seriado de ficção, exibido no Brasil pelo canal HBO, que conta a história da disputa por um trono. O negócio foi fechado por 600 milhões de reais e Romero foi convidado a permanecer no comando do grupo, mas decidiu mudar toda a administração, a começar por seu estilo de liderança.

"Eu era um tratorzinho, passava por cima de tudo", diz Romero, engenheiro paulistano. A principal medida foi se aproximar das pessoas ao redor. Hoje, ele almoça regularmente com funcionários com quem não tem contato direto, como os gerentes que respondem à vice-presidência.

"Preciso entender o que está acontecendo para ser mais ágil", diz. O resultado dessa mudança de atitude foi o fim das disputas internas. Romero percebe que a compreensão dos funcionários sobre os negócios melhorou. E agora consegue as informações que precisa.

O papel do líder mudou. As empresas não procuram mais um chefe supremo, mas um articulador de talentos, que saiba encontrar as pessoas certas para executar as tarefas e obter resultados.

"Hoje, quando as pessoas olham para um líder, não veem um profissional apenas inspirador, mas alguém em quem precisam estar ligadas, de quem vão dispor para poder fazer as coisas que precisam", afirma Claudio Garcia, presidente da LHH/DBM, consultoria de recolocação de executivos, de São Paulo.

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