São Paulo (SP) - O nome Sanofi pode não ser tão conhecido por aí, mas tente falar em Novalgina ou Dorflex. "A Novalgina tem 90 anos e o Dorflex é o medicamento mais vendido no Brasil nos últimos quatro anos", diz um jovem. Além dessas marcas, o Grupo Sanofi também é dono dos produtos da Medley (medicamentos genéricos), Pasteur (vacinas), Merial (saúde animal) e Genzyme (soluções para doenças raras).

Tão amplo quanto seu portfólio de produtos são as práticas criadas pela área de recursos humanos para atender seus funcionários. Tem programa para acelerar a carreira dos jovens (versão brasileira e global), de intercâmbio, de formação de novos (e antigos) líderes, de incentivo à diversidade (incluindo de gerações) e de discussão de carreiras e talentos. Até o RH se atrapalha com tantos programas — e os jovens acabam não conhecendo várias das práticas.

O critério de promoção, por exemplo, é uma incógnita. Se de um lado um funcionário consegue ser promovido quatro vezes em cinco anos, do outro, uma área inteira pode passar três anos sem nenhuma movimentação. "A gente não vê a meritocracia acontecer", reclama um empregado. "O que me mantém na empresa é o meu gestor", diz outro jovem.

Em geral, os chefes são bem avaliados pela turma e se mostram preparados para ouvir, aconselhar e dar feedback — há uma exceção na fábrica, que já fez gente ir chorar no banheiro. Um diferencial da Sanofi é a mistura de gerações: um diretor pode ser mais novo que o gerente e um jovem de 25 anos pode comandar pessoas mais velhas — e todos se entendem bem e trocam experiências.

Aliás, dizem os jovens gestores, eles têm autonomia para cuidar de sua equipe — e o superior dá apoio quando necessário. "Eu demoro 2 horas para ir e voltar do trabalho, mas não importa. Quero ficar aqui até me aposentar", diz um jovem. 

Ponto(s) positivo(s) Ponto(s) negativo(s)
O reembolso de 80% do valor dos medicamentos com receita, mesmo de outras fabricantes; a possibilidade de o pessoal do escritório sair às 15h às sextas-feiras; e a abertura de todos para dar opiniões. Falta um plano de carreira para nortear a vida profissional dos jovens, inclusive com critérios claros de promoções. E falta um programa de bolsa de estudos, inclusive para idiomas, para todos os funcionários.

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