Porto Alegre (RS) - Entre as quase 200 lojas da rede Renner espalhadas pelo território nacional, é comum encontrar gerentes com menos de 30 anos de idade. Ocupar o cargo significa liderar uma equipe que pode chegar a 100 pessoas e comandar uma unidade do negócio cujo faturamento chega a 30 milhões de reais anuais.

A responsabilidade é grande, mas a preparação não ocorre da noite para o dia. A empresa contrata cerca de 2.000 jovens por ano para cargos básicos e, a partir daí, os que mais se destacam ganham a oportunidade de crescer, passando por uma série de treinamentos. Cada loja tem em média três supervisores, selecionados entre os atendentes que mais se sobressaem.

Dos supervisores costuma sair o gerente da loja, já que a empresa dá prioridade ao recrutamento interno. "Pode parecer uma ascensão rápida para quem vê de fora, mas é um processo intenso de aprendizado e amadurecimento", diz um dos jovens recentemente contemplados com a promoção para a gerência.

Um dos atributos mais valorizados pela empresa é a sintonia com o princípio chamado internamente de "encantamento", palavra repetida como um mantra pelos colaboradores.

Trata-se da busca pela excelência no relacionamento com o público e com os próprios colegas. Além de regras específicas — como usar “por gentileza” em vez de "próximo" ao chamar os clientes na fila do caixa —, o conceito envolve sobretudo ações tomadas por iniciativa própria.

Com base nessa cultura, a Renner decidiu que não teria Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), pois considera que cada funcionário tem a obrigação de resolver imediatamente os problemas dos clientes. Jovens que estejam sintonizados com esse espírito têm tudo para fazer carreira na empresa, que nasceu pequena há quase 50 anos e tornou-se a segunda maior rede de lojas de departamentos de vestuário do país.

Ponto(s) positivo(s) Ponto(s) negativo(s)
Os Grupos de Alta Performance ajudam a preparar os jovens para ocupar cargos de gestão, colocando-os em contato com informações e estratégia, além da visão sistêmica. Muitos jovens que chegam à empresa ainda sem graduação sentem falta de um programa mais robusto de bolsa de estudos. Para os cargos mais básicos, há apenas pequenos descontos em instituições parceiras.

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