São Paulo (SP) - A filial brasileira do banco Santander encerrou 2012 com uma queda de 15,2% no lucro. A operação local registrou ganhos de 2,121 bilhões de euros em comparação aos 2,610 bilhões de euros do ano anterior.

Na prática, o resultado não é de todo mau — a unidade brasileira ainda é a mais lucrativa entre todas as operações do banco no mundo —, mas ajuda a entender por que os funcionários sentem na pele a pressão por resultados.

"O desempenho está muito vinculado às metas de vendas, mesmo para as funções mais administrativas", diz um empregado. Embora reclamem da pesada carga de trabalho, os jovens enxergam um lado positivo na situação: a oportunidade de assumir desafios e responsabilidades, além de aprender muito na prática.

A possibilidade de mudar de área sem muita burocracia e com o apoio dos chefes também agrada à moçada. Por outro lado, a falta de um plano estruturado de carreira gera frustração. "Aqui a gente cresce rápido, mas fica estagnado depois de atingir um certo patamar", afirma um jovem.

Segundo Lilian Guimarães, vice-presidente executiva de RH do Santander, a estratégia do banco é dar as ferramentas para que os funcionários façam a gestão da própria carreira. "A responsabilidade de correr atrás é de cada um", diz a executiva. Uma das iniciativas de apoio ao desenvolvimento profissional é o Programa Ser Jovem Santander, voltado para funcionários de até 30 anos.

A iniciativa inclui oficinas presenciais que os ajudam na escolha da carreira e abordam temas como inovação, comunicação e liderança. Também fazem parte da grade reuniões de feedback nas quais o gestor auxilia o jovem a entender seus anseios e necessidades de desenvolvimento.

De olho em novos talentos, o banco também criou a plataforma Caminhos e Escolhas, um jogo virtual que orienta jovens na escolha da carreira, além de oficinas online que simulam o trabalho em diferentes áreas do mercado financeiro. A ferramenta também é usada para selecionar jovens para o programa de estágio. 

Ponto(s) positivo(s) Ponto(s) negativo(s)
Crescimento rápido, com a possibilidade de ocupar cargos de gerência logo no início da carreira e acesso às oportunidades abertas em outras áreas da empresa.  Depois de um rápido início os jovens se sentem estagnados no longo prazo, com salários abaixo da média de mercado e jornada de trabalho intensa. 

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