São Paulo (SP) - "O Itaú valoriza muito a Geração Y", diz um jovem. Desde a fusão com o Unibanco, em 2008, o banco tem feito algumas adaptações para atrair e reter essa moçada. (O pessoal com até 25 anos representa 18% do quadro atual de empregados.)

O casual day, por exemplo, antes liberado às sextas-feiras, agora vale todos os dias e dispensa os funcionários de usar trajes formais, como terno e gravata — e as jovens até arriscam vestir roupas coloridas e modernas. O foco pesado em desenvolvimento e o feedback constante do chefe ajudam a entender e a adaptar o jovem à cultura corporativa.

E a meritocracia, prática que vem sendo trabalhada há um ano, pegou no discurso desse time e rendeu ao Itaú o destaque na categoria Carreira e Reconhecimento deste guia. "Quando você faz tudo bem, você ganha algo, seja reconhecimento, dinheiro, promoção ou prêmio", diz uma jovem.

Todos passam por uma avaliação de desempenho formal, que mede o "o quê" e o "como" entregam o serviço — baseada nas metas e nos valores estipulados após a fusão. Quem é bem avaliado cresce na carreira. E a área de recursos humanos, numa estratégia para incentivar os demais a se esforçar, divulga quem são os melhores medidos.

"Pelo o que eu vi, todo mundo que ganhou alguma coisa mereceu mesmo", diz um jovem. E outro complementa: “Não vejo ninguém ser promovido sem ser por mérito”. Além do crescimento vertical, os funcionários também podem progredir horizontalmente, já que o Programa de Oportunidades de Carreira, conhecido internamente como POC, divulga as vagas internas da instituição.

"Minha chefe até manda as vagas para mim", diz uma jovem. Em 2012, o POC foi responsável pela movimentação de 4.000 profissionais do banco. Quem trabalha nas agências conta com um projeto ainda incipiente sobre trilhas de carreira — que, dizem os jovens, mostra aonde os profissionais podem chegar e o que precisam fazer para crescer.

A expectativa de todos é que as trilhas se espalhem para as demais áreas. Outro programa que agrada aos jovens é o Todos pelo Cliente, no qual os funcionários que sugerem melhorias para os correntistas podem ganhar uma bolsa de 5.000 reais para cursos no Brasil ou de 10.000 reais para os no exterior.

Além disso, o banco oferece bolsas de estudo de até 70% para faculdade e mais uma extensa grade de treinamentos online, que vão desde matemática financeira até etiqueta — que devem ser feitos durante o expediente. "Os cursos são legais, dinâmicos", diz um jovem, e outro complementa: "No fim, respondemos a uma pesquisa sobre o que achamos do treinamento. Se o avaliamos mal, eles melhoram".

Quando um curso é concluído, ele entra automaticamente no currículo interno do funcionário — o que ajudará nas avaliações e nas seleções de vagas internas. Entre outros benefícios que merecem destaque estão os clubes recreativos localizados próximos a praias e o desconto na academia e em outros fornecedores. Ah, claro: todos são correntistas do Itaú, isentos das tarifas bancárias. 

Ponto(s) positivo(s) Ponto(s) negativo(s)
Os chefes são avaliados pelo time e os malvistos recebem advertência ou são encaminhados para cursos — o que evita líderes carrascos. O banco cria oportunidades para os jovens aprenderem e se desenvolverem. Falta divulgar melhor as práticas de RH e dar feedback a quem não passou no processo de seleção interna ou nem conseguiu uma bolsa. É preciso aprimorar os processos para que sejam rápidos e descomplicados.

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