Curitiba (PR) - Um dos seis comitês de diversidade que funcionam no banco HSBC, com reuniões mensais, trata exclusivamente dos jovens. "Isso nos ajuda a traçar um perfil das aspirações do grupo e a aperfeiçoar nossas políticas de gestão de pessoas", diz a superintendente executiva de treinamento e desenvolvimento, Ivana ­Linsingen.

Foi desses encontros que surgiu a ideia de oferecer um serviço de coaching a distância — o banco concluiu que os jovens talentos valorizam a oportunidade de ser acompanhados por profissionais mais experientes e aconselhados sobre os rumos da carreira, mas gostam também de integrar o máximo de atividades ao ambiente virtual, para ganhar tempo e agilidade.

O apelo por maior flexibilidade de horários e adaptação do trabalho às necessidades da vida pessoal, outros desejos recorrentes da nova geração, está levando o banco a ampliar o projeto de home office­ — que já atinge, parcial ou integralmente, 400 funcionários no Brasil, especialmente em áreas que podem funcionar com mais autonomia, como análise de risco e regulamentações.

A possibilidade de carreira internacional é outro grande apelo do HSBC, presente em 83 países. O banco tem um portal exclusivo para anunciar as vagas abertas ao redor do mundo, e candidatar-se é uma questão de cumprir os requisitos e estar preparado.

Para isso, há uma série de treinamentos à disposição de todos na intranet e o conceito de que cabe ao próprio funcionário a maior parte da responsabilidade por aprimorar-se — ainda que isso signifique um esforço extra ao intenso expediente de trabalho.

Um dos caminhos para que os jovens possam ampliar a experiência em outros países é o programa International Managers, voltado para colaboradores que ainda não ocupam cargos de gestão e, uma vez escolhidos na seleção, podem fazer um intercâmbio de três meses a um ano em qualquer parte do mundo. 

Ponto(s) positivo(s) Ponto(s) negativo(s)
O pacote de benefícios á um importante fator de retenção. Para os jovens, um dos maiores atrativos é o programa de bolsa de estudos e de cursos de idiomas, que cobre até 70% das mensalidades. Os colaboradores mais jovens reclamam de certa dificuldade de relacionamento entre os setores e do excesso de burocracia em muitos processos internos do banco, creditado quase sempre às necessidades de controle.

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