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Necessidades especiais | 01/10/2012 00:00

Gestão inclusiva com os deficientes físicos ainda é limitada

As poucas empresas que investem no desenvolvimento dos funcionários com deficiência têm conseguido muito mais do que cumprir a lei

Bruno Athayde, da

Alexandre Battibugli / VOCÊ S/A

João Paulo Surian, deficiente visual e analista júnior no Itaú Unibanco

João Paulo Surian, deficiente visual e analista júnior no Itaú Unibanco

São Paulo - Nos últimos anos, o governo intensificou a fiscalização nas empresas para verificar se elas estão cumprindo a Lei de Cotas para Deficientes, que entrou em vigor em 1991. A legislação  obriga companhias com mais de 100 funcionários a preencher 3% de seus cargos com portadores de necessidades especiais.

Na prática, aumentou o número desse grupo no mercado de trabalho formal. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, entre 2007 e 2009 houve 960.000 contratações formais de pessoas com deficiência.

Ainda assim, há obstáculos a serem superados. De acordo com pesquisa da consultoria i.Social, que monta programas de inclusão para empresas e órgãos do governo, ainda são poucas as organizações que oferecem boas oportunidades de trabalho para portadores de necessidades especiais

Essas pessoas vão trabalhar no nível operacional mesmo quando têm currículo para estar em outra posição, mostra o estudo do i.Social, concluído em fevereiro deste ano. O levantamento foi realizado com 1.500 profissionais de todo o Brasil portadores de deficiência física e revela a percepção deles sobre alguns aspectos do mercado de trabalho nacional.

Mesmo considerando o viés nas respostas, pois o deficiente pode se sentir discriminado, o fato é que sete em cada dez ocupava posição operacional. A justificativa dos empregadores é que falta qualificação.

Algumas empresas, no entanto, têm investido na qualificação dos deficientes e vêm obtendo bons resultados, medidos pelo número de profissionais que são promovidos para postos de liderança. No Bradesco, do universo de 2.100 pessoas com deficiência empregadas no banco, 600 ocupam cargos de liderança.

"Trabalhamos a inclusão em todos os aspectos. Com a Fundação Bradesco, buscamos os profissionais com deficiência no mercado e trabalhamos a capacitação deles de forma que se sintam incluídos. Também sensibilizamos toda a empresa e oferecemos acessibilidade", diz José Luiz Bueno, diretor de RH do Bradesco.

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