Curitiba - A Perkins, fabricante de motores pertencente ao grupo americano Caterpillar, tem muito que comemorar neste ano. O índice que mede a satisfação de seus funcionários subiu 21 pontos percentuais do ano passado para cá, o que colocou a empresa em primeiro lugar no disputado setor de autoindústria (que, assim como o de serviços, conta com 14 companhias no Guia). O número é reflexo de algumas mudanças que a Perkins, com sede em Curitiba (PR), vem promovendo em sua gestão de pessoas.

Desde o ano passado, a companhia começou a mapear seus talentos — hoje 15% de todo o quadro está sendo preparado para assumir cargos de liderança nos próximos anos. Os gerentes começaram a se reunir trimestralmente para falar sobre o assunto e todos os líderes passaram por sessões de coaching (cada um recebeu 31 horas).

Outra mudança importante foi a introdução das reuniões mensais de alinhamento entre chefes e suas equipes. Elas ainda são informais, mas a partir do próximo ano passarão a fazer parte do programa de carreira. “Foi um pedido dos próprios empregados”, afirma Elisabeth Hass, diretora de recursos humanos.

Apesar de essas práticas serem novidade, algo na Perkins já faz parte de sua cultura há tempos: a capacidade que a organização tem de ouvir os profissionais. É fácil encontrar, espalhados pelas plantas, cartões coloridos para as pessoas darem sugestões, seja para as áreas técnicas, seja para as áreas corporativas — uma herança da Caterpillar. Eles dão suas sugestões e colocam tudo em um mural.

Os líderes são obrigados a responder a todas elas, mesmo as que não forem aplicadas. “Nenhuma opinião pode ser ignorada”, diz um chefe. Não é raro um funcionário apontar uma melhoria que propôs e foi aceita. Apesar de um ano movimentado para a empresa, o clima interno é de muita tranquilidade e segurança e, além do bom desempenho obtido neste Guia, a Perkins exibe outro índice invejável — há sete anos não registra nenhum acidente com afastamento na fábrica. Isso é mérito de profissionais conscientes, da responsabilidade com a segurança e do RH, que os deixa ter voz para propor mudanças.

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
A empresa tem uma comunicação muito aberta, os líderes são acessíveis e os valores são respeitados e admirados pelos funcionários. Mesmo possível, a prática de expatriação não é comum e os empregados não têm clareza sobre como funciona a política, assim como o plano de carreira.

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