Diferentemente da Petrobras, a PB-Log vai bem, obrigado

Braço de logística da estatal, companhia faturou quase 1,5 bilhão de dólares em 2016, 9% mais do que no ano anterior

melhor empresa do setor de transporte nesta edição de Melhores e Maiores, a PB-Log, nasceu há apenas cinco anos como resultado de uma mudança nos estatutos da companhia da qual se originou, a Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul. No final de 2012, a Refap passou por uma reestruturação que levou à transferência de seus ativos de refino para a Petrobras e à criação de um novo objetivo social.

Dali por diante, a companhia, rebatizada de PB-Log, permaneceria como uma subsidiária da Petrobras, mas passaria a prestar serviços de logística na exploração e na produção de petróleo e gás natural. Diferentemente da empresa-mãe, que nos últimos três anos fechou no vermelho, o braço de logística da Petrobras vai bem, obrigado.

Desde sua criação, sempre ficou no azul. Em 2016, a PB-Log faturou quase 1,5 bilhão de dólares, 9% mais do que no ano anterior, e teve um lucro de 331 milhões de dólares, proporcionando um retorno de 23% sobre o patrimônio. Seu índice de liquidez corrente (5,70), uma medida da capacidade de honrar obrigações de curto prazo, é o melhor do setor de transporte. 

Ilton José Rossetto Filho, presidente da PB-Log: o plano é diversificar a carteira de clientes e não depender da Petrobras | (Leandro Fonseca/EXAME)

Para prestar seus serviços de logística, a PB-Log conta com 130 navios e 60 aeronaves, que atendem 14 unidades marítimas de produção e nove sondas de perfuração de seis consórcios nos quais a Petrobras é operadora ou possui participação — nos campos de Libra, Papa-Terra e Albacora Leste, além de três blocos nas bacias de Santos e do Espírito Santo. Esse número já foi maior.

No final de 2016, a carteira de clientes da PB-Log tinha 16 consórcios. Segundo Ilton José Rossetto Filho, presidente da PB-Log, a queda reflete o momento atual do setor. Se em 2008 o preço do petróleo no mercado mundial alcançou 140 dólares por barril, hoje está em torno de 45 dólares, devido ao aumento da oferta global. Além disso, a Petrobras reduziu drasticamente os investimentos em exploração e produção de petróleo, na esteira da crise causada pela Operação Lava-Jato.

Apesar das dificuldades enfrentadas pela Petrobras para diminuir suas dívidas e voltar a investir como antes, o futuro da PB-Log parece promissor. Isso graças à retomada das rodadas de licitações da Agência Nacional do Petróleo, o órgão regulador do setor, que tem nove leilões previstos até 2019.

A ANP estima um total de 80 bilhões de dólares em investimentos, que incluem 17 unidades de produção, 20 sondas de perfuração e 300 poços marítimos. A PB-Log quer conquistar como clientes os consórcios vencedores dos leilões, inclusive aqueles sem participação da Petrobras. “A meta é ampliar e diversificar a carteira de clientes”, diz Rossetto.

Por sua atuação no pré-sal, a PB-Log é vista no mercado como uma “joia da coroa”, que poderia ser incluída no programa de desinvestimentos da Petrobras. Rossetto evita comentar os rumores de uma possível venda da PB-Log.

“As decisões sobre os ativos e as subsidiárias do Sistema Petrobras que integram o Plano de Desinvestimentos são tomadas pela Petrobras”, limitou-se a dizer. Caso as especulações se confirmem, porém, não deverão faltar interessados em adquirir a empresa.

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