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Todas elas estão lá: com o lançamento do Surface, em outubro de 2012, a Microsoft entra em uma disputa que já reúne quatro das maiores empresas de tecnologia do mundo
São Paulo - Chegou ao fim nos Estados Unidos, na segunda quinzena de agosto, uma das principais batalhas da guerra travada por Apple e Samsung, duas gigantes do mundo da tecnologia. Um júri de San Jose, na Califórnia, deu parecer favorável à Apple contra a Samsung na acusação de quebra de patentes do iPhone e do iPad.
A empresa sul-coreana terá de pagar 1 bilhão de dólares para a Apple e ainda corre o risco de ter a venda de seus smartphones e tablets da linha Galaxy bloqueada no país. Mesmo com todo o barulho gerado pela decisão e a pesada indenização, a disputa com a Samsung não conseguiu desbancar a Microsoft como a maior rival histórica da Apple.
Há cerca de 30 anos, a computação se dividiu em dois mundos aparentemente irreconciliáveis: a turma dos PCs, da Microsoft, e a dos Macs, da Apple. Desde então, as duas empresas foram pródigas em batalhas judiciais — e seus criadores, Bill Gates e Steve Jobs, em criticar um ao outro.
Um novo capítulo dessa história começa em outubro, quando a Microsoft passará a vender o Windows 8, uma nova versão de seu popular sistema operacional. Além de reforçar sua posição hegemônica no mercado de PCs, a novidade marcará um rompimento no seu modelo de negócios.
Junto com o Windows 8, que também rodará em tablets, será lançado o Surface, a aposta da Microsoft para brigar com o iPad, da Apple. A empresa que é quase um sinônimo de fabricante de software vai se arriscar como produtora de hardware. Sempre que mostra as novas armas em apresentações, Steve Ballmer, presidente da Microsoft, não economiza na retórica.
“O Windows 8 é a coisa mais importante que fizemos nos últimos 17 anos”, disse num evento na Coreia do Sul em julho. Na mesma ocasião, Ballmer comparou a importância do Windows 8 para o mercado de tablets à do Windows 95 na popularização dos PCs na década de 90.
Semanas depois, a empresa deu mais um sinal de que pretende mudar sua imagem ao fazer as primeiras alterações em seu logotipo em 23 anos. “O novo logo representa uma nova era, o recomeço”, disse Jeff Hansen, diretor de marketing da Microsoft, no blog da empresa.
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