Aguarde...
JustiçaRegras antiquadas barram inovações em tecnologia no país
Cultura“Chamavam os clientes de estúpidos”
RelacionamentoAcabou a moleza para as empresas nas redes sociais
SiderurgiaPânico em Ipatinga, com as dificuldades da Usiminas
EconomiaA economia está com o motor emperrado
CréditoFinanciar Fusquinha dá dinheiro
InfraestruturaA malha de estradas brasileiras é um vigésimo da americana
InovaçãoComo a Starbucks virou referência mundial em tecnologia
ImóveisO rei dos imóveis nos EUA escolhe o Brasil como alvo
ReputaçãoComo construir (ou destruir) sua imagem
São Paulo - Desde 1969, quase 70 pessoas foram laureadas com o Nobel de Economia. Os membros desse clube de notáveis são reverenciados pelo brilhantismo de suas pesquisas e o alcance de suas ideias em universidades de todos os cantos do mundo.
Quando se trata do poder de influenciar a opinião pública mundial, no entanto, nenhum deles se compara a Paul Krugman, o professor de economia e assuntos internacionais da Universidade Princeton escolhido pela Academia Real de Ciências da Suécia em 2008.
Autor de artigos que aparecem semanalmente no jornal The New York Times e também são publicados em diários de todos os continentes, Krugman é o colunista mais odiado e o mais admirado dos Estados Unidos. Para os adeptos do Partido Democrata, é um arauto. Para a maioria dos republicanos, um inimigo.
Famoso por defender seu ponto de vista frequentemente em tom beligerante, Krugman pode se orgulhar do fato de suas ideias não passarem despercebidas. Isso fica explícito nas reações que provoca. Em palestras, é comum receber aplausos de plateias em pé. Por outro lado, recebe ameaças anônimas, e o portão de sua garagem já amanheceu cravejado de ovos.
Nos últimos tempos, Krugman tem intensificado as críticas à política para reanimar a economia americana adotada pelo banco central do país, que considera para lá de tímida. Depois de passar parte do mês de agosto de férias na Europa, Krugman prepara sua vinda ao Brasil para participar do EXAME Fórum, no dia 14 de setembro.
EXAME - Se o senhor fosse convidado a participar da equipe econômica do próximo governo americano e decidisse aceitar, quais seriam suas três principais decisões?
Paul Krugman - Caso fosse convidado, não aceitaria. Tenho igual influência e uma vida melhor do que se estivesse no governo. Hipoteticamente, faria mais uma rodada de estímulo fiscal. Creio que seriam necessários uns 300 bilhões de dólares por ano para auxiliar governos estaduais e municipais, além de gastos em infraestrutura.
Fora isso, faria um grande plano de refinanciamento habitacional. É insano pensar que não tenhamos feito isso ainda. E, por fim, lutaria por uma política monetária muito mais agressiva. Precisamos aumentar a meta de inflação. Gostaria de 4%, mas aceitaria 3%. Não digo 3% como teto, mas como meta. Atualmente, a meta é 2%, então essa mudança seria um aumento substancial.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados