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Loja da rede Poderoso Timão: o Corinthians recebe 7% do valor das vendas
São Paulo - O empresário Pedro Grzywacz descobriu uma forma de transformar sua paixão pelo Corinthians em dinheiro. Em 2008, ele tinha uma pequena fábrica de roupas esportivas quando procurou o clube para propor a criação de uma rede de lojas franqueadas. A ideia era vender os produtos oficiais da Nike, camisetas comemorativas e centenas de bugigangas importadas e licenciadas pelo clube.
Nasceu assim a SPR, empresa especializada em franquias para clubes de futebol. Além das lojas Poderoso Timão, do Corinthians, que já somam 112 unidades, a SPR replicou o modelo para outros clubes e hoje tem também 28 lojas do São Paulo e 22 do Vasco da Gama.
Com vendas de 120 milhões de reais em 2011 e meta de 200 milhões para 2012, Grzywacz já é dono da maior rede de lojas de clubes de futebol do mundo — lá fora, os times têm poucas lojas próprias e o modelo de franquias não é usual. “Aproveitamos uma enorme demanda reprimida.
Os torcedores não querem só a camisa oficial. Querem variedade”, diz. A expansão chamou a atenção da gestora de investimento Plural Capital, que comprou 26% da empresa por estimados 50 milhões de reais em fevereiro. Grzywacz criou do zero uma empresa que vale 200 milhões de reais em um mercado que não existia até 2008. Um feito notável. O problema é que o sucesso não está passando despercebido.
Nos últimos meses, a SPR ganhou concorrentes e viu crescer o interesse dos clubes, que perceberam que as lojas podem ser um reforço para suas finanças. Depois de anos crescendo sem ser incomodado, Grzywacz encara o início de um ciclo muito mais complicado.
O primeiro sinal foi a chegada da paulistana Meltex, empresa de vestuário que tem contrato de exclusividade com a Disney e com a fabricante de artigos esportivos Everlast. Em menos de um ano, fechou com Grêmio, Santos e Palmeiras — e inflacionou o valor dos contratos.
Em 2008, a SPR pagou 3 milhões de reais ao Corinthians por quatro anos de acordo. A renovação, há alguns meses, já custou 15 milhões de reais. Para fechar com o rival Palmeiras, a Meltex pagou ainda mais: 20 milhões. No caso do Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, a oferta da SPR chegou a 55 milhões de reais por 12 anos.
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