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Jack Dorsey, criador do Twitter e do Square: fortuna estimada em 1,2 bilhão de dólares
São Paulo - A carreira do empreendedor americano Jack Dorsey, de 35 anos, começou cedo. Aos 13 anos, ele ganhava dinheiro programando sistemas de rotas para empresas de táxi em sua cidade natal, St. Louis, no estado do Missouri. Aprendeu programação sozinho em um PC da IBM comprado pela famíla em 1984.
Aos 21 anos, foi estudar programação na Universidade de Nova York. Depois de passar por diversos empregos, chegou em 2006 à Odeo, uma jovem empresa da Califórnia especializada em podcasts, softwares de áudio digital. A empresa não estava indo bem. Certo dia, Evan Williams, fundador da Odeo, fez uma enquete com seus funcionários: o que eles fariam se a empresa precisasse começar do zero? Valia qualquer resposta.
Dorsey mostrou, então, um projeto que guardava na gaveta: um aplicativo que permitia que as pessoas informassem aos amigos, por mensagens de celular, o que estavam fazendo em determinado momento. Williams gostou, mas decidiu transformar o aplicativo em um site.
Em duas semanas, o projeto, batizado de “Twitter”, estava no ar. “Convidando colegas de trabalho”, foi o primeiro post do Twitter, escrito por Dorsey, em julho de 2006. Deu tão certo que o programador virou o presidente da empresa, e Williams ficou no comando do conselho.
O sucesso meteórico de Dorsey não veio sem traumas. Logo começaram a aparecer problemas de gestão aparentemente simples e previsíveis, como os picos de acesso, que, nas mãos do jovem programador, tornaram-se grandes confusões. Diariamente, o site do Twitter saía do ar.
Não tardou para que os dois amigos rompessem. Williams retomou o cargo de presidente, e Dorsey passou para o conselho de administração. Apesar dos percalços iniciais, o Twitter seguiu sua trajetória ascendente e acabou se consolidando como uma das maiores redes sociais do mundo, com 500 milhões de usuários. Mas o rompimento com Williams não fez bem a Dorsey.
Na única vez em que se pronunciou sobre o assunto, foi enfático. “Foi um soco no estômago”, disse em uma entrevista à revista Vanity Fair. A briga, no entanto, abriu caminho para ele criar a segunda empresa.
No início de 2009, Jim McKelvey, um ex-chefe seu que havia abandonado o mundo da tecnologia para se dedicar às artes plásticas, ligou para contar que havia perdido uma venda de 2 000 dólares porque uma cliente não tinha dinheiro vivo e ele não possuía uma máquina de cartão de crédito.
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