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O primeiro endowment da Politécnica surgiu na universidade. A diretoria da faculdade, o grêmio de alunos e a associação de engenheiros politécnicos tomaram a iniciativa. Para montar o modelo legal, contrataram a Endowments do Brasil, empresa fundada por ex-alunos de direito.
Desde então, o fundo captou meio milhão de reais. Mais da metade veio de familiares de alunos, ex-alunos e professores. Atualmente, 95 famílias de politécnicos contribuem periodicamente por meio de boleto bancário. A última doação expressiva veio do banco BTG Pactual, que colaborou com 70 000 reais. Já o Amigos da Poli nasceu fora da escola.
Em 2010, o engenheiro politécnico Eduardo Vasconcellos, na época trainee do Unibanco, bateu à porta do então presidente Pedro Moreira Salles para apresentar o projeto de endowment feito por um grupo de amigos politécnicos. Um acordo foi feito: Pedro apresentaria Eduardo a um grande executivo.
Se essa pessoa abraçasse o projeto, Pedro ficaria comprometido a apresentá-lo a um segundo empresário. Se a resposta fosse negativa, o trainee não falaria mais do assunto. O plano deu certo. Em março de 2012, foi lançado o Amigos da Poli. Endinheirados como Rubens Ometto (Cosan), Luis Stuhlberger (Credit Suisse Hedging-Griffo), Carlos Terepins (Even), Newton Simões (Racional Engenharia) e Roberto Setúbal (Itaú Unibanco), formados na Poli, aderiram à causa.
Em quatro meses, já foram captados mais de 4 milhões de reais. A meta é chegar a 10 milhões no primeiro ano, quando efetivamente o rendimento do fundo começará a ser aplicado na Poli.Ainda não está definida a destinação do dinheiro — só em 2013 o fundo aceitará projetos de professores e alunos.
O pontapé inicial, uma doação de 50 000 reais, veio do presidente do Grupo Ultra, Pedro Wongtschowski, que fez graduação, mestrado e doutorado na Politécnica. “Apoiei de imediato. É uma escola rica em recursos humanos, mas não tem como tocar projetos que às vezes precisam de poucos recursos”, diz.
Em 2011, o orçamento da Poli para material e contratação de serviços foi de 14 milhões de reais. “Os endowments podem proporcionar um salto de qualidade nas universidades”, diz José Roberto Cardoso, diretor da Poli. Que a ideia prospere.
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