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Na Europa, a montadora fechou uma parceria com a BMW para finalmente desenvolver motores a diesel, adaptados ao hábito local. Por fim, a Toyota vai inaugurar no ano que vem seu primeiro centro de pesquisa na China — sua participação de mercado naquele país não passa de 5%.
Concorrência acirrada
Em sua corrida de recuperação, a Toyota ainda tem de enfrentar um desafio que foge de seu controle: a valorização do iene, que chegou a 35% nos últimos cinco anos. Como boa parte das peças e dos motores empregados na fabricação dos carros da Toyota no mundo ainda é produzida no Japão, os veículos da marca acabam ficando mais caros — só no ano passado, a Toyota gastou 1 bilhão de dólares para compensar a valorização da moeda, evitando ter de repassar o aumento de preços nos Estados Unidos.
Diante disso, o mais provável é que a montadora terceirize ainda mais a produção para suas operações internacionais. Enquanto isso, a Volks não pretende ficar parada. Em abril, a montadora alemã anunciou a construção de mais uma fábrica na China — o objetivo é dobrar as vendas naquele país para 4 milhões de automóveis até 2018.
O anúncio foi feito pela chanceler Angela Merkel depois de acompanhar uma visita do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao à sede da empresa em Wolfsburg, na Alemanha. Além disso, a empresa inaugurou no ano passado sua primeira linha de montagem nos Estados Unidos — localizada no estado do Tennessee, a unidade tem custos trabalhistas 48% menores que os da Toyota naquele país.
Ainda é cedo para saber se a Toyota conseguirá se manter na liderança do mercado até o final do ano. As chances de uma ultrapassagem da rival alemã são grandes. Mas uma coisa é certa: a briga de Akio Toyoda apenas começou.
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