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Alisher Usmanov, dono da maior mineradora russa: investimentos certeiros em algumas das maiores empresas de internet do mundo — como Facebook e Groupon — o alçaram ao topo do ranking dos bilionários russos
São Paulo - Nos círculos empresariais de moscou, o magnata dos metais Alisher Usmanov, dono de uma das maiores empresas de minério de ferro do mundo, é conhecido como “o durão da Rússia”, pelo seu estilo de negociação.
Nas colunas sociais do país, o bilionário é tido como uma figura dada às extravagâncias — seja em tempos de bonança, seja nas crises, ele compra mansões, iates, aviões e coleções inteiras de arte. Mas é na Inglaterra, onde Usmanov também opera, que o magnata de 58 anos tem seu apelido menos lisonjeiro.
Quando começou a investir no Arsenal, um dos mais tradicionais clubes do futebol inglês, em 2007, a parcela dos torcedores insatisfeita com a chegada de um oligarca russo começou a chamá-lo de “Jabba”, o vilão corpulento do filme Guerra nas Estrelas. O fato de Usmanov ter passado seis anos numa cadeia por fraude e enriquecimento ilícito na década de 80, no Uzbequistão, ajudou a justificar o apelido — a sentença acabou sendo anulada anos depois por suposta falta de provas.
Até esse ponto, a história de Usmanov não chega a ser surpreendente — a paixão dos magnatas russos por iates, a origem pouco transparente de suas fortunas baseadas na exploração de recursos naturais e a ideia de investir em clubes de futebol ingleses são conhecidas no mundo todo.
O que faz o caso de Usmanov singular, e que o elevou recentemente à condição de homem mais rico da Rússia, com um patrimônio de mais de 18 bilhões de dólares, foram seus investimentos certeiros no setor de tecnologia americano. Desde 2008, Usmanov é sócio do Digital Sky Technologies (DST), um fundo de investimento que comprou fatias de algumas das maiores potências da internet.
O russo tem participação no site de compras coletivas Groupon e no site de relacionamentos LinkedIn. Em 2009, quando mal sabia o que era uma rede social, aceitou a proposta de investir no Facebook.
Três anos depois, os cerca de 900 milhões de dólares que ele e os outros investidores do DST injetaram na empresa de Mark Zuckerberg se transformaram em mais de 6 bilhões — calcula-se que somente a parte de Usmanov corresponda a 2 bilhões de dólares em ações.
Esses investimentos na área de tecnologia acabaram servindo como uma espécie de hedge. Enquanto o patrimônio de outros oligarcas russos encolhia com a queda dos preços de parte das commodities metálicas em 2011, a fortuna de Usmanov se manteve intacta.
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