Aguarde...
Cultura“Chamavam os clientes de estúpidos”
RelacionamentoAcabou a moleza para as empresas nas redes sociais
SiderurgiaPânico em Ipatinga, com as dificuldades da Usiminas
EconomiaA economia está com o motor emperrado
CréditoFinanciar Fusquinha dá dinheiro
InfraestruturaA malha de estradas brasileiras é um vigésimo da americana
InovaçãoComo a Starbucks virou referência mundial em tecnologia
ImóveisO rei dos imóveis nos EUA escolhe o Brasil como alvo
ReputaçãoComo construir (ou destruir) sua imagem
RankingO clube dos homens de negócio notáveis em reputação
Laércio Cosentino, da Totvs, e Roberto Civita: a empresa enriqueceu antes de envelhecer. O Brasil precisa fazer o mesmo
São Paulo - Passada a euforia de 2010, quando o produto interno bruto brasileiro cresceu estupendos 7,5%, um certo ar de ressaca tomou os humores da economia brasileira no ano passado. Para o Brasil, 2011 foi um misto de alívio — afinal, em um mundo em crise, conseguimos crescer 2,7% — com desconfiança do cenário que se desenha no horizonte.
Esse espírito foi captado pelos números reportados pelas 500 maiores empresas do país, premiadas no dia 4 de julho na festa da edição especial Melhores e Maiores 2012. Por um lado, esse conjunto de empresas teve faturamento líquido de 2 trilhões de reais em 2011, montante 7,3% maior que o do ano anterior.
É, sem dúvida, uma soma de respeito: foi o maior faturamento registrado em 39 anos de acompanhamento da economia feito por Melhores e Maiores. Por outro lado, o lucro das empresas recuou quase 17%, e o retorno do patrimônio caiu de 10,7% para 8,2%.
Também as margens de vendas deram um sinal de alerta de que nem tudo no universo corporativo — e, por extensão, na economia brasileira — está sob céu azul. Esse indicador fechou 2011 em 8,2%, seu segundo pior patamar desde 2003.
Conforme afirmou em seu discurso Roberto Civita, editor e presidente do conselho de administração do Grupo Abril, um jeito positivo de encarar a situação é que o país, livre afinal da euforia vivida em 2010, tem a chance de enxergar a economia sem superestimar seus méritos — e sem negligenciar suas fraquezas.
Para este ano, analistas já enxergam a possibilidade de crescimento da economia inferior a 2%. Representante do governo na festa, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a reforçar seu argumento de que o Brasil está preparado para enfrentar a crise externa. “Não podemos nos deixar impressionar pelo mau humor do cenário internacional”, disse ele.
E, na sequência, elencou medidas oficiais tomadas para fazer frente às intempéries, como o corte de tributos de setores como linha branca e móveis e um pacote de compras públicas de 6,6 bilhões de reais. Mas as respostas dadas pelo governo a novos solavancos — sejam elas eficazes ou não — costumam ter efeito de curta duração.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados