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Desde 2009, a empresa vem abandonando as tradicionais lâmpadas incandescentes, proibidas na Europa, e centrando esforços na produção de lâmpadas LED (sigla para diodo emissor de luz, o mesmo tipo de lâmpada usada em eletrodomésticos), mais econômicas e duráveis, porém mais caras.
No primeiro trimestre deste ano, a geração de caixa do segmento caiu 68% em comparação com o mesmo período de 2011. A vida, portanto, não está fácil para a Philips em lugar nenhum.
O Brasil não é a China
Como vem acontecendo com diversas multinacionais (sobretudo as europeias), fases difíceis, como a vivida pela Philips, acabam multiplicando a pressão exercida sobre grandes mercados emergentes, como China e Brasil. O problema, no caso da multinacional holandesa, é que o Brasil não tem sido a tábua de salvação esperada.
Em 2011, as vendas da Philips cresceram 6%. A subsidiária local da alemã Siemens (que, é verdade, também atua em setores como óleo e gás) cresceu 19% no mesmo período. E a operação chinesa da Philips, 13%. “A matriz quer que o Brasil cresça como a China”, diz um alto executivo da subsidiária.
Mas, como fica claro pelo troca-troca na presidência, tem havido um descompasso entre metas e resultados. A participação do Brasil na receita da empresa ficou parada nos 3%, uma estagnação que a matriz não consegue entender.
Segundo atuais e ex-executivos da Philips, a estratégia global da matriz não tem ajudado. Ao contrário do que acontece na Europa, o governo brasileiro começou a tirar as lâmpadas incandescentes das prateleiras somente no dia 30 de junho. A ideia é que elas sejam extintas até 2016.
Como as lâmpadas LED custam quatro vezes mais que as incandescentes, o produto tem demorado a pegar. Desde 2009, a divisão de iluminação tem operado com margem próxima a zero. “O custo inicial do produto é muito alto e há diversos LEDs mais baratos e não regulados no mercado, com os quais não temos condições de competir”, diz Bicudo.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação, a representatividade do LED no volume total de vendas do setor ainda é baixa: 0,04%. As incandescentes respondem por uma fatia de 45% — e, seguindo a estratégia global, a Philips não tem mais o produto para oferecer no Brasil.
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