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A recepção do mercado, contudo, dificilmente será calorosa. “Wall Street tem más recordações do Burger King”, diz RJ Hottovy, analista da corretora MorningStar. Na última incursão na bolsa, entre 2006 e 2010, a companhia chegou a perder um terço de seu valor, logo antes da aquisição pelo 3G.
A aprovação de Ackman, porém, conhecido como um investidor cético, pode ajudar a transmitir confiança. Numa apresentação para investidores, ele afirmou que as ações podem triplicar até 2016. “Conheço Alex (Behring) há dez anos”, disse Ackman a EXAME.
“Concordamos sobre o que deve ser feito.” Ackman não costuma ser um investidor cordato. Insatisfeito com a varejista J.C.Penney, por exemplo, forçou a troca do presidente anterior pelo atual, Ron Johnson, ex-vice-presidente de varejo da Apple, em 2011.
O resultado do Burger King deverá definir as credenciais do 3G para investimentos futuros. Em abril, a corretora americana Sanford Bernstein afirmou que o fundo estava por trás da proposta de 10 bilhões de dólares (retirada dias depois) da Coty para a compra da combalida Avon.
É um sinal de que o poder de fogo do 3G — até pouco tempo atrás praticamente desconhecido — começa a ser notado. À frente do Burger King, os sócios só terão de mostrar por quais razões a sigla vai entrar para a história.
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