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Quando ainda estão tentando encontrar petróleo, as petroleiras realizam pesquisas sísmicas no subsolo marinho que geram terabytes e mais terabytes de dados. As informações precisam ser tratadas por softwares poderosos — daí a presença da EMC2 no parque.
Ela, como as outras, quer aproveitar a proximidade com o Cenpes, a meca do desenvolvimento tecnológico de petróleo em águas profundas, instalado na Ilha do Fundão em 1968.
O momento atual é propício para a reflexão. No mundo todo, os países estão repensando os passos à frente — com graus variados de bom-senso, é verdade. Precisamos fazer o mesmo para tirar o máximo da oportunidade que se abriu.
Faz sentido, por exemplo, segurar o preço dos combustíveis para controlar a inflação — sabendo que isso tira o fôlego da Petrobras na hora de investir? Dá para exigir que a maioria dos componentes necessários para a exploração do pré-sal seja brasileiras? Dada nossa modesta tradição, não precisamos dar mais tempo aos produtores brasileiros? Faz sentido aplicar o dinheiro de todos os brasileiros para favorecer empresas privadas?
São questões que estão na mesa. Quaisquer que sejam as respostas, é quase inevitável que o país assuma no futuro o posto de potência energética. O que pode mudar — e muito — é o tempo que teremos de esperar para que isso aconteça.
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