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Bancos | 02/07/2012 05:55

Bancos médios procuram um modelo para voltar a crescer

Os bancos médios buscam uma fórmula para voltar a crescer — e sair da sombra deixada pelas fraudes que destruíram o PanAmericano e o Cruzeiro do Sul

Fernando Moraes/EXAME.com

Índio da Costa, do Cruzeiro do Sul

Índio da Costa, do Cruzeiro do Sul: investidores mais retraídos

São Paulo - Por muito tempo, o banco mineiro BMG foi alvo da cobiça da concorrência. Dono de uma carteira de empréstimos que crescia muito mais rápido que a média do mercado e mais rentável que seus pares, o BMG foi sondado pelas maiores instituições financeiras do país, todas interessadas em adquiri-lo.

Na época, o banco tinha uma invejável operação de crédito consignado, modalidade de empréstimo para funcionários públicos e aposentados. Ricardo Guimarães, presidente do BMG, recusou as propostas porque estava interessado em fazer uma oferta de ações na bolsa — como, aliás, fizeram outros dez bancos médios no país em 2007.

Mas o BMG não abriu o capital, não foi vendido e acabou tendo de enfrentar sozinho a virada por que passou o setor. Em 2008, com o aumento brutal da concorrência, seus resultados começaram a piorar. Agora, a instituição busca uma nova injeção de recursos — e, nessa nova realidade, não tem sido tão fácil encontrar interessados.

Embora ainda seja superior à média do setor, a rentabilidade do BMG caiu pela metade nos últimos cinco anos. “Queremos vender de 20% a 30% do banco, mas ninguém está batendo à porta”, diz Márcio Alaor de Araújo, vice-presidente da instituição. “O mercado está difícil.”

O BMG é um dos principais bancos de médio porte do país. Tem 19 bilhões de reais em ativos, o que o coloca na 19ª posição entre as maiores instituições financeiras que operam aqui. Com o tamanho que tem, é natural que seus resultados sirvam de termômetro para o setor. A vida, em resumo, não está fácil para os bancos médios brasileiros.

Os resultados de todos eles têm piorado. Em 2011, três dessas instituições ficaram com seu patrimônio líquido abaixo dos níveis mínimos exigidos pelo Banco Central e acabaram vendidos ­— o Matone, adquirido pelo Original, controlado pelo frigorífico JBS; o Schahin, pelo BMG; e o Prosper, pelo Cruzeiro do Sul.

Outro, o Morada, foi liquidado pelo BC porque não tinha capital suficiente para manter sua operação (e não havia compradores interessados em salvar a instituição, que tinha 700 milhões de reais em ativos).

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