Aguarde...
TreinamentoFaca na caveira...
Sete Perguntas“O poder dos chineses não é tão grande assim”
VendasSonho movido a camu-camu na Monavie
BancosFamília vende tudo
EuropaA invasão chinesa na Europa
NBAComo o basquete americano pretende conquistar o mundo
TelecomunicaçõesO braço direito de Carlos Slim
EconomiaOs vizinhos do Brasil estão mais valiosos
Mercado financeiroOs bancos novatos querem briga
Sete Perguntas“O Japão voltará a ser um país normal”
“Como analista, acho que o país não sairá do euro, mas, se tivesse dinheiro lá, certamente teria sacado”, afirma James Rickards, autor do livro Currency Wars (“Guerras cambiais”, numa tradução livre) e diretor do Tangent Capital Partners, banco de investimento com sede em Nova York. Como diz Mervyn King, presidente do Banco Central inglês, precipitar uma corrida bancária é irracional. Participar de uma, não.
O problema da Grécia, com uma dívida equivalente a 160% do PIB, tem um forte viés político. Incapaz de formar um governo nas eleições de maio, o país tem um novo pleito marcado para 17 de junho. A popularidade de líderes de extrema esquerda, como Alexis Tsipras, do partido Syriza, dá calafrios nos analistas financeiros.
Tsipras costuma dizer que as medidas de austeridade impostas à Grécia como condição de seu salvamento enviarão o país direto “para o inferno”. Deixar de adotá-las, no entanto, é motivo para que as autoridades da União Europeia parem de suprir os gregos com as linhas de financiamento.
Na Espanha, a questão de ordem é a inadimplência, inflada por uma bolha imobiliária em processo de estouro. Principal companhia hipotecária do país, o banco Bankia precisa de 19 bilhões de euros para sobreviver, isso depois de já ter recebido uma injeção de 4 bilhões de euros no início de maio.
O temor sobre o desenrolar da crise espanhola é tanto que, no primeiro trimestre, 100 bilhões de euros voaram para fora do país, num recorde de remessas ao exterior. “Como não há clareza de onde virão os recursos para recapitalizar os bancos, a situação do país é muito delicada”, diz Matt King, analista do banco Citi em Londres.
Uma das saídas defendidas por Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, é a criação de um fundo de garantia de depósitos bancários para toda a zona do euro. Os que existem hoje são todos nacionais. Outra opção é liberar o Mecanismo Europeu de Estabilização, fundo permanente de resgate que só pode emprestar para governos, a recapitalizar bancos diretamente.
“O sistema bancário europeu está sob mais pressão do que o americano cinco anos atrás”, afirma Alex Tsirigotis, analista do banco italiano Mediobanca. Para Tsirigotis, o que torna o caso europeu mais sensível é o fato de os governos de Grécia e Espanha não terem recursos suficientes para salvar seus bancos.
Os próprios ratings da dívida soberana desses países estão sendo revisados para baixo, e injetar mais dinheiro nos bancos aumentaria ainda mais a dívida e a inquietação dos mercados. “Se a corrida bancária acontecer, o mercado interbancário vai parar, o que nos levará de volta para os extremos após a quebra do banco Lehman Brothers em 2008”, diz Cristiano Souza, economista do Santander. É um filme que ninguém quer ver repetido.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados