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Regulação | 30/05/2012 08:00

Procura-se um xerife para a CVM

O próximo — ou a próxima — presidente da CVM assumirá o cargo com um prato cheio de desafios a resolver. Entre eles decidir sobre a criação de uma nova bolsa de valores no país

Germano Lüders/EXAME.com

Operadores do mercado financeiro

Operadores do mercado financeiro: expectativa pelo nome do novo regulador

São Paulo - No dia 7 de maio, o auditório da Comissão de Valores Mobiliários, no centro do Rio de Janeiro, lotou como há muito não se via. As 80 poltronas só foram suficientes para acomodar um quarto das pessoas que compareceram à posse do mais novo diretor da instituição, o advogado Roberto Fernandes.

O restante dos presentes se arranjou de pé, no fundo da sala. Não foi apenas a popularidade de Fernandes que tornou a cerimônia tão concorrida, mas o fato de ser a última reunião aberta do mandato de Maria Helena Santana, atual presidente do órgão, que deixará o cargo em 14 de julho, após um mandato de cinco anos.

Trata-se, como se sabe, de um posto muito, muito poderoso. A CVM é quem fiscaliza e regula o mercado de capitais brasileiro — daí o apelido de “xerife”. Empresas abertas, investidores, advogados, a bolsa: milhares de instituições são atingidas por decisões tomadas pelo presidente da CVM.

Não foi à toa, portanto, que o zum-zum-zum nos corredores da autarquia naquele dia 7 de maio fosse em torno de apenas um assunto: quem sentará na cadeira de Maria Helena?

A escolha do novo presidente da CVM cabe a uma pessoa — o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas, dado o jogo de interesses que envolve um cargo poderoso como esse, diversos grupos lançam seus candidatos informais ao posto.

É como a indicação de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que cabe ao presidente da República e é, depois, sancionada pelo Senado: os advogados têm seu nome, o Judiciário tem o seu, o Ministério Público apoia esse ou aquele, e por aí vai.

No caso da CVM, essa fase já está adiantada. Segundo EXAME apurou com representantes de cada grupo de interesse ligado à CVM, há diversos nomes sendo mostrados a Mantega para assumir o posto de chefe do mercado financeiro nacional.

Um deles desponta como favorito: o advogado Otavio Yazbek, de 39 anos, mais antigo diretor da CVM — há três anos e meio atua como um dos cinco “juízes” do colegiado, responsável por julgar suspeitas de crimes financeiros e editar as normas que regem o mercado.

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