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Fundou uma empresa de logística, a Rumo. Criou ou comprou também empresas de alimentos, cogeração de energia, lubrificantes e gestão de terras. Em fevereiro, ofereceu 900 milhões de reais para entrar no bloco de controle da ALL, maior operadora logística independente do país.
Agora, com a aquisição da Comgás, Ometto aprofunda ainda mais sua transformação. As vendas de etanol, açúcar e energia elétrica gerada da queima do bagaço da cana, que há pouco mais de três anos representavam 100% dos negócios de Ometto, responderão por 18% da geração de caixa da Cosan em 2012. Caso todos os negócios sejam concluídos, o faturamento da Cosan chegará a 30,5 bilhões de reais e o grupo se tornará um dos 15 maiores do país.
É uma guinada sem precedentes. Diversificar a atuação de uma companhia e, assim, reduzir seus riscos é uma decisão que vem entrando no radar de executivos e empresários do mundo inteiro. Um estudo recém-concluído da consultoria americana Boston Consulting Group mostra que os grupos que não dependem de apenas um negócio se saíram melhor durante a crise.
Natural, uma vez que negócios que vão bem podem ajudar a manter os que vão mal. O que chama a atenção no caso de Rubens Ometto é a magnitude da metamorfose por que sua empresa vem passando. De 1936, quando foi fundada, até 2008, afinal, a Cosan fazia, basicamente, uma coisa.
Comprava cana de produtores, transformava a matéria-prima em açúcar ou álcool e vendia. O sucesso da empresa e a fortuna acumulada por Ometto mostram, cabalmente, que essa simplicidade toda deu muito certo por sete décadas. Mas em míseros cinco anos, como se viu, essa realidade foi virada pelo avesso: no processo, Ometto gastou mais de 7 bilhões de reais em aquisições e investimentos.
Metamorfose
Aliada às aquisições mais recentes, a criação da Raízen, dois anos atrás, é a maior evidência de que, para Ometto, o futuro não está na cana-de-açúcar. A assinatura do acordo separou suas empresas em duas. Sob a Raízen estão as usinas e os postos de combustíveis.
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