Aguarde...
RelacionamentoAcabou a moleza para as empresas nas redes sociais
SiderurgiaPânico em Ipatinga, com as dificuldades da Usiminas
EconomiaA economia está com o motor emperrado
CréditoFinanciar Fusquinha dá dinheiro
InfraestruturaA malha de estradas brasileiras é um vigésimo da americana
InovaçãoComo a Starbucks virou referência mundial em tecnologia
ImóveisO rei dos imóveis nos EUA escolhe o Brasil como alvo
ReputaçãoComo construir (ou destruir) sua imagem
RankingO clube dos homens de negócio notáveis em reputação
Sete Perguntas"Eficiência financeira e operacional já não basta"
Durante décadas, isso foi praticamente impossível. A busca por informações sobre as preferências dos consumidores fiou-se em métodos analógicos de pesquisa, como aplicação de questionários e entrevistas de satisfação nas lojas. Não mais. A invenção de ferramentas para interpretar as vontades dos clientes, como os cruzamentos de dados da Target, está revolucionando o marketing das empresas.
Softwares poderosos aliados a programas de fidelidade permitem a coleta de muito mais informação sobre os clientes. E o mais importante: permitem que as empresas saibam o que fazer com ela. Chamado de garimpo de dados, ou data mining, o método está se popularizando velozmente e criando uma nova indústria.
Gigantes como IBM, Oracle, SAP e Microsoft já investiram mais de 15 bilhões de dólares na aquisição de empresas especializadas em análise e gerenciamento de dados para oferecer o serviço a redes varejistas, indústrias dos mais variados setores e cadeias de restaurantes.
De acordo com a consultoria IDC, esse é um mercado que deve alcançar um faturamento anual de 17 bilhões de dólares dentro de três anos. “Não há limites para o que esses bancos de dados podem dizer sobre os desejos dos consumidores. É hoje a chave para a estratégia de marketing de todas as empresas”, afirma o publicitário dinamarquês Martin Lindstrom, autor dos livros Brandwashed e A Lógica do Consumo.
Muitos consumidores não fazem ideia de que todo esse processo começa por uma ação deles mesmos. São os próprios clientes que fornecem livremente a maioria das informações usadas pelas empresas. Isso acontece, por exemplo, no uso de cartões-fidelidade e de cupons, nos acessos aos sites de comércio e até nos simples registros das compras.
A rede americana de cafeterias Starbucks criou um aplicativo de celular para conhecer melhor seus consumidores. O cliente registra cada compra e, ao completar 15, ganha da Starbucks uma bebida.
As informações fornecidas levam a empresa a saber quais os produtos favoritos de cada consumidor e em que período do dia ele frequenta determinada loja. De posse dessas informações, a Starbucks cria promoções para incentivar os clientes a visitar mais suas unidades.
No Brasil não é diferente. A rede de supermercados Pão de Açúcar reúne dados de consumidores por meio do programa de recompensa Mais, criado em 2000 e que hoje possui mais de 2,6 milhões de clientes cadastrados. Desde o fim de 2010, em parceria com a consultoria Dunnhumby, especializada em coleta e análise de dados, a rede varejista estuda as informações do Mais.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados