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Walterci de Melo, da Teuto: ele quer dobrar o tamanho da empresa até o ano que vem
São Paulo - O empresário goiano Walterci de Melo, dono da fabricante de medicamentos genéricos Teuto, é do tipo que não economiza em suas comemorações. Em fevereiro, ele contratou o cantor sertanejo Leonardo e a bateria da escola de samba carioca Beija-Flor para uma festa com 380 convidados em Goiânia para celebrar o aniversário de 30 anos de Flávia, sua segunda mulher.
Pouco antes, Melo patrocinou uma festa para 200 pessoas em sua casa em Miami para comemorar o Ano-Novo, na companhia de um punhado de mulatas devidamente paramentadas para o Carnaval. De todas as celebrações previstas para os próximos meses, nenhuma é tão aguardada quanto a que acontecerá no fim de abril de 2014.
Nesse mês, Melo, hoje com 56 anos, venderá os 60% que ainda detém no capital da Teuto para a americana Pfizer, concluindo um acordo firmado em outubro de 2010. Na época, a Pfizer pagou 400 milhões de reais por uma fatia de 40% da empresa e comprometeu-se a adquirir o restante por um valor equivalente a 14,5 vezes a geração de caixa da companhia ao fim de 2013.
O acordo é: quanto melhor o resultado da Teuto, mais Melo botará em seu já forrado bolso. Atualmente, a geração de caixa da empresa beira os 100 milhões de reais. Melo deu a seus executivos a ordem: dobrar esse valor até o fim de 2013. Com isso, sua participação de 60% valeria cerca de 1,7 bilhão de reais.
Dobrar a geração de caixa em tão pouco tempo já seria um tremendo desafio para qualquer companhia. Mas quando se trata de um setor competitivo, como o farmacêutico, em que imperam os pesados investimentos em pesquisa e os descontos para ocupar um lugar de destaque nas prateleiras das farmácias, a tarefa adquire contornos ainda mais dramáticos.
Com faturamento de 450 milhões de reais, a Teuto é apenas a quarta colocada no ranking das maiores fabricantes de genéricos do país, bem atrás das concorrentes Medley e EMS, ambas com receitas na casa dos 4 bilhões de reais. Seus remédios são, na maioria, similares — cópias nem sempre fiéis de medicamentos e que têm marca própria, como o Viasil, que imita o Viagra.
Como consumidores de alta renda não costumam confiar muito nesse tipo de remédio, os produtos da Teuto são vendidos basicamente em pequenas redes de drogarias do interior do país. Embora essas redes representem 80% do total de estabelecimentos, respondem por apenas um quarto das vendas.
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