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Mídia | 15/03/2012 05:55

A mansão sobe, a casa cai na RedeTV!

Com salários atrasados e estrelas em fuga, a RedeTV! vive seu período mais difícil em 13 anos — um problema e tanto para o dono da maior mansão do Brasil

Naiana Oscar, EXAME

Luciana Prezia/EXAME.com

A apresentadora Hebe Camargo

A apresentadora Hebe Camargo: ela diz que fica na RedeTV!, apesar da crise

São Paulo - Aos 54 anos, o empresário paulista Amilcare Dallevo vive dias de Luís 16. Ele está erguendo em Alphaville, nas imediações de São Paulo, seu palácio de Versalhes: com dois helipontos, 50 vagas na garagem e uma suíte de 1 200 metros quadrados, a casa de Dallevo será a maior do Brasil.

Abrigará o empresário, sua mulher (a apresentadora Daniela Albuquerque), a filhinha que vem aí e alguns cachorros. Do lado de fora da mansão, porém, o mundo de Dallevo está em convulsão: sua emissora de televisão, a RedeTV!, passa por sua maior crise.

Os salários de parte dos funcionários atrasam, as principais estrelas vão-se embora e ele e seu sócio, Marcelo de Carvalho, estão sendo obrigados a debelar boatos de que os problemas da empresa não têm solução. Enquanto a mansão sobe, a casa parece estar caindo.

Os últimos 12 meses foram os mais conturbados da história da RedeTV!, quinta maior emissora do país. Isso, claro, tirando da conta o histórico de sua antecessora, a extinta Manchete, que quebrou nos anos 90 e cujo espólio foi comprado por Dallevo e Carvalho em 1999.

Os dois eram sócios de uma empresa de tecnologia. Logo fizeram barulho ao equipar a RedeTV! com máquinas de última geração — a até então moribunda emissora logo voltou a brilhar, a receita cresceu e, com sucessos como o programa Pânico na TV, tudo parecia ir bem.

Mas, no ano passado, ficou provado que essa calmaria escondia uma tormenta. Com problemas de caixa, a RedeTV! começou a passar por uma crise desconfortavelmente pública.

Perdeu para a Band os direitos de transmissão da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol (prejuízo de 30 milhões de reais), para a Globo as lutas do MMA (mais 15 milhões) e, finalmente, sua estrela maior, o Pânico — a debandada dos comediantes do programa representa um rombo de pelo menos 50 milhões por ano para a emissora.

“Nós não somos emissora de um programa só”, diz Dallevo. “Com o custo de produção do Pânico, que é 20 vezes superior ao de qualquer outra atração, conseguimos fazer coisa melhor.”

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