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Alan Mulally com o novo EcoSport da Ford: com os carros globais, a Ford pode economizar 1 bilhão de dólares por ano
Camaçari - No complexo, longo e caríssimo processo de desenvolvimento de um novo carro, nenhuma etapa é tão aguardada pelos executivos de uma montadora quanto as chamadas clínicas com consumidores.
Durante essas sessões, que geralmente duram cerca de 4 horas, potenciais consumidores costumam expressar suas primeiras impressões sobre o veículo — se o carro for reprovado, o time de design e engenharia tem de voltar às pranchetas, recomeçando o trabalho praticamente do zero.
Foi, portanto, tomada pela angústia que a equipe de 1 200 desenhistas, engenheiros e projetistas da subsidiária brasileira da Ford, a terceira maior montadora do mundo, acompanhou os testes realizados na semana do dia 17 de agosto de 2010 no Esporte Clube Sírio, na zona sul de São Paulo.
Ali, um protótipo do que seria o novo utilitário esportivo EcoSport foi apresentado pela primeira vez a 200 pessoas. Em seguida, o protótipo viajou mais de 25 000 quilômetros entre Argentina, China e Índia para colher a opinião de outros 600 consumidores, na maior rodada de testes já realizada na história da montadora.
A ansiedade dos funcionários é fácil de explicar: pela primeira vez, o Brasil havia sido encarregado de desenhar um modelo global da Ford, até então uma prerrogativa das unidades de mercados maduros, como Europa e Estados Unidos.
Ao final daquele mês, e após dois anos de trabalho, o grupo brasileiro pôde sentir-se aliviado. Mais de 80% de todos os entrevistados responderam “sim” à mais crucial das perguntas: você compraria este carro? Em janeiro, o modelo desenvolvido no Brasil foi apresentado no salão de Nova Délhi, na Índia — e deve chegar às revendas até o final deste semestre.
Entre a aprovação dos consumidores e a apresentação na Índia, no entanto, a subsidiária brasileira da Ford viveu dias únicos de tensão. Em cerca de 30 reuniões com engenheiros e projetistas chineses, indianos e tailandeses, os brasileiros discutiram longamente detalhes como a escolha de fornecedores, a altura do carro e o preço do veículo em cada um desses mercados.
Derrick Kuzak, o czar mundial de produtos da Ford, passou a visitar o Brasil com frequência para acompanhar de perto o andamento do projeto. Mais de 200 protótipos foram construídos — pelo menos 50 a mais do que costuma ser feito para um carro “nacional”. Havia uma justificativa para esse preciosismo.
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Pablo Murta Baião Albino
Pode ser que eu esteja enganado, mas o novo ecosport se parece muito com o Kuga, modelo da ford vendido...
23.01.2012 | Ler comentário completo |