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O novo campus da Apple: quase o tamanho do Pentágono, uma das maiores construções do mundo
São Paulo - Em sua segunda encarnação no controle da Apple, Steve Jobs, morto em outubro, evitava ao máximo qualquer contato com a imprensa. As raras exceções eram lançamentos oficiais de produtos como o iPad ou novas versões de iPhones e softwares, ocasiões sempre aguardadas com grande expectativa em todo o mundo e nas quais, tanto quanto seus produtos, ele aparecia como estrela.
A última aparição pública de Jobs, para lamento de muitos, não foi em um desses eventos. Mas nem por isso ela seria menos memorável. Sua apresentação derradeira aconteceria em junho passado durante uma reunião do conselho da prefeitura de Cupertino, na Califórnia.
Diante de uma plateia deslumbrada, Jobs revelou aquele que seria seu último grande projeto — uma nova sede local para a companhia fundada por ele mais de três décadas antes, batizada de Apple Campus 2. O episódio, claro, foi cercado de sua habitual modéstia ao falar de suas criações. Para ele, essa seria uma tentativa de “construir o melhor edifício de escritórios do mundo”.
Por qualquer parâmetro que se adote, o novo campus, que já vem sendo apelidado de “Taj Mahal” de Cupertino, é uma obra grandiosa. O complexo será construído num terreno que foi adquirido da HP em 2010 e que possui o tamanho de mais de 50 campos de futebol.
O edifício principal, em formato circular, lembrando uma rosquinha gigante (ou “uma espaçonave em Terra”, nas palavras de Jobs), terá diâmetro de quase 500 metros, mais do que a altura do Empire State Building. No total, serão mais de 250 000 metros quadrados de área distribuídos em quatro andares — praticamente a extensão do Pentágono, uma das maiores construções já erguidas pelo homem.
Funcionários terão uma academia de ginástica própria. Um auditório anexo, com lugar para 1 000 pessoas, será construído para receber apresentações e lançamentos de produtos. Mais de 6 000 árvores serão plantadas nos arredores. Um gerador de energia a gás, por fim, deverá servir de fonte primária de eletricidade para o trabalho de mais de 13 000 funcionários instalados no novo espaço.
Essa não é a primeira vez que Jobs, que esteve envolvido no projeto em seus detalhes mínimos, tratou de deixar sua marca no mundo da arquitetura. Sua estreia no ramo veio com a construção das primeiras Apple Stores. Para Jobs, elas deveriam ser atraentes como um produto da Apple.
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