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Internet | 28/12/2011 08:00

Emergentes 2.0

O futuro da web sempre pertenceu ao Vale do Silício. Países como China, Brasil e Rússia podem mudar essa realidade

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Lan House na China

Lan House na China: há mais chineses conectados na rede do que habitantes nos Estados Unidos

São Paulo - Para o mercado americano de internet, o mais importante do mundo, o ano de 2011 deve terminar com inquietude e expectativa: o Yahoo!, um dos símbolos da primeira fase da web, está à venda. Não é a primeira vez que isso acontece. Mas há peculiaridades no novo cenário — em especial no que diz respeito aos postulantes à compra da empresa.

Entre eles estão candidatos óbvios, como a Microsoft, que teve uma oferta recusada em 2008 (ah, se os acionistas pudessem prever o futuro!). Mas há outro que vem causando especial furor nos mercados. Trata-se do grupo chinês Alibaba, gigante do comércio eletrônico asiático e uma das empresas de internet que mais crescem em todo o mundo.

Em 2005, o Yahoo! comprou 40% do Alibaba por 1 bilhão de dólares. Agora, o Alibaba quer comprar essa participação de volta — e, de quebra, levar o Yahoo! Com a transação, estimada em 25 bilhões de dólares, os chineses poderão colocar as mãos sobre o portal mais popular dos Estados Unidos e sobre 300 milhões de contas de e-mail.

A eventual compra do Yahoo! pelos chineses é um daqueles eventos capazes de separar duas eras. Mesmo que não venha a se concretizar, o episódio já vem sendo interpretado como símbolo de uma nova fase para a web: a vez dos emergentes. 

Até pouco tempo atrás, os Estados Unidos eram o país com o maior número de cidadãos conectados. Nas últimas décadas, não por acaso, foram empresas do Vale do Silício, como Google e Facebook, as responsáveis por fundar as bases da nova economia digital.

Como em outros setores, porém, a vez dos emergentes parece ter chegado também à internet. Não faltam indícios desse fenômeno. Existem hoje mais chineses conectados na rede que pessoas morando nos Estados Unidos. Nos últimos anos, o comércio eletrônico no Brasil cresceu duas vezes mais rápido do que a média americana.

Por fim, vem da Rússia, e não dos Estados Unidos, o fundo Digital Sky Technologies, aquele que mais lucrou com redes sociais, que representam o último grande fenômeno da internet. 

Com óbvia inspiração em ideias de negócios do Vale do Silício, países como China, Índia, Brasil e Argentina produziram nos últimos anos um punhado de êxitos locais. Um desses casos é o Baidu, serviço chinês de buscas online que em 2011 foi apontado pela revista americana Fortune como a empresa de tecnologia que mais cresce no mundo.

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