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Alcalay, da Estácio: mais de 130 visitas aos campi para falar dos resultados da universidade
São Paulo - Na manhã de 23 de novembro, o auditório da universidade Estácio de Sá, no centro do Rio de Janeiro, foi tomado, durante 2 horas, por um grupo de quase 40 pessoas, entre professores, coordenadores de curso e técnicos de laboratório.
No palco, o paulistano Eduardo Alcalay, presidente da rede de ensino superior, com faturamento de 1 bilhão de reais em 2010, apresentava 15 slides que esmiuçavam o desempenho financeiro daquela unidade. Nas dezenas de tabelas exibidas ora se viam colunas verdes, representando as metas cumpridas, ora pontos vermelhos, indicando a necessidade de melhora.
Cada uma das 69 unidades da instituição recebia uma “nota” — o percentual da meta atingido até aquele momento. Na média, a nota da companhia foi 84,7, com alguns campi com notas excelentes e outros com resultados abaixo do esperado. “Acho que tem gente que vai ficar de recuperação”, disse Alcalay, brincando — mas nem tanto. “Aqui, como vocês sabem, dançamos a música da meritocracia.”
Desde que assumiu o comando da Estácio, em dezembro de 2008, Alcalay, de 42 anos, transformou-se numa espécie de catequista das metas e da busca dos resultados dentro da universidade.
Sócio da GP, a maior gestora brasileira de fundos de private equity e dona de uma participação de 19% na Estácio, Alcalay já realizou quase 70 viagens só neste ano pelo país para conversar com executivos e professores da instituição sobre os objetivos estabelecidos para a empresa — as reuniões, às vezes, incluem até o pessoal da limpeza.
Nos últimos três anos, foram 135 visitas e mais de 980 horas de deslocamentos percorrendo cidades como Boa Vista, em Roraima, e São José, em Santa Catarina. A presença de Alcalay também é uma espécie de alerta para que as coisas não saiam do controle: juntas, as unidades têm até um número recorde de 3 000 metas para bater até o final deste ano.
Esses objetivos incluem desde o tempo de atendimento telefônico até o aumento da margem Ebitda da companhia em 2,5 pontos percentuais e o acréscimo de 30 000 alunos à base. Cabe a Alcalay não apenas mostrar os caminhos para chegar até os resultados como também motivar a equipe.
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