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Gomes e Tanaka, da Boo-Box: a empresa só existe graças à intervenção da Monashees
São Paulo - O programador brasiliense Marco Gomes tinha 20 anos quando começou a desenvolver, de casa, em seu tempo livre, um software para anúncios em blogs e sites de internet. Gomes tinha talento para programar — mas quase nenhum conhecimento sobre o mundo dos negócios.
A história bem poderia terminar por aí. Mas, cinco anos mais tarde, é possível dizer: Gomes teve a sorte de conhecer os sócios da Monashees, fundo de capital de risco com sede em São Paulo.
Por intermédio do fundo, ele foi apresentado a Marcos Tanaka, um administrador que conhecia bem os meandros dos negócios online, mas sem nenhum conhecimento técnico.
Foi uma parceria certeira. Três meses depois, os dois receberiam do fundo 300 000 reais para começar a Boo-Box, hoje uma empresa que exibe cerca de 3 bilhões de anúncios por mês pela rede. Três anos mais tarde, a companhia receberia novo investimento de valores não divulgados da Intel Capital, um dos maiores fundos do gênero no mundo.
Histórias como essa não são exceção no portfólio da Monashees, hoje o fundo de venture capital é líder em investimentos em empresas de internet no Brasil.
Criado em 2006, tempos antes do boom de startups, o fundo largou na frente ao reunir interessados em investir em um setor de risco no país (o fundo não revela a origem do capital, mas um dos sócios, Fábio Igel, é ligado à família controladora do Grupo Ultra).
Nos últimos anos, sua equipe vem se especializando na atuação junto a companhias de tecnologia em estágio embrionário (em algumas ocasiões, como no caso da Boo-Box, quando eram apenas uma ideia).
Tipicamente, os aportes são entre 250 000 e 5 milhões de reais. Hoje, a Monashees mantém investimentos estimados em 70 milhões de dólares em 20 companhias, entre elas algumas de destaque na internet brasileira, como Peixe Urbano, de compras coletivas, e Elo7, de venda de produtos artesanais. “Eles apostam nas pessoas”, diz Gomes, da Boo-Box.
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