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Recursos humanos | 12/12/2011 05:55

Até a seleção de trainees é global nas empresas brasileiras

À medida que expandem suas operações fora do país, as companhias brasileiras começam agora a incentivar que estrangeiros participem de seus programas de trainee

Maurício Oliveira, de
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Fabiano Accorsi/EXAME.com

Aguilar (centro) e outros trainees da Natura

Aguilar (centro) e outros trainees da Natura: um dos 11 estrangeiros entre 35 escolhidos

São Paulo - O mexicano Fernando Aguilar, de 27 anos, arrumou as malas em agosto deste ano para sua primeira mudança de país. Aguilar deixou a Cidade do México rumo a São Paulo para participar de uma intensa jornada de compromissos na Natura, a maior fabricante de cosméticos do país.

Ao longo de setembro, cumpriu 20 horas em aulas sobre temas como planejamento estratégico e gestão do tempo, além de passar por sessões de coaching com executivos experientes. Também mergulhou no cotidiano do departamento de marketing da empresa, dedicando-se a projetos ligados às redes sociais.

Formado em comunicação, fluente em inglês e agora aprimorando o português, ele é um dos 11 estrangeiros entre os 35 jovens escolhidos para participar da turma de trainees da Natura neste ano. Pela primeira vez, o programa, com duração prevista de dois anos, incluiu a possibilidade de que os participantes — recrutados na matriz e em seis subsidiárias — pudessem cumpri-lo em outro país.

Até então cada uma das operações mantinha um modelo próprio, com duração e formato diferentes, e os participantes que estavam em operações diferentes jamais se encontravam. “É uma oportunidade única trabalhar na matriz, o que significa estar mais perto das decisões estratégicas”, diz Aguilar, que espera pleitear uma vaga por aqui assim que concluir o treinamento, em agosto de 2013.

Internacionalização

Criar um programa para formar lideranças nos países em que atuam representa hoje uma das etapas mais recentes do amadurecimento das companhias brasileiras com atuação internacional. Assim como a Natura, a construtora Andrade Gutierrez abriu neste ano pela primeira vez a inscrição para seu programa de trainee a jovens dos mais de 30 países em que atua.

Dos 20 aprovados, 14 são brasileiros e seis de outras nacionalidades — três portugueses, um francês, um argentino e um venezuelano. Até o final de dezembro, a consultoria de tecnologia de informação paulista Stefanini terá concluído a seleção de seu primeiro grupo global de trainees.

Comentários (3)  

Wallace Guimaraes

Eliana: Você diz que empresas estrangeiras não permitem que brasileiros trabalhem no seu pais de origem...

19.12.2011 | Ler comentário completo |  

Lucas Sommer

Enquanto isso, eu aqui, gastando mais de mil reais por mês em faculdade e curso de inglês, tem coisas...

15.12.2011 | Ler comentário completo |  

Eliana Silveira

Acho incrível como empresas brasileiras conseguem empregar estrangeiros sem impor limites nem ao menos...

12.12.2011 | Ler comentário completo |  

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