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Andrew Mason, do Groupon: ele perdeu cerca de 300 mihões de dólares após o IPO
São Paulo - O americano Andrew Mason, fundador do site de compras coletivas Groupon, foi bilionário por 18 dias. No início de novembro, sua empresa fez uma das aberturas de capital mais aguardadas do ano. A demanda pelas ações superou a oferta em mais de dez vezes, e os papéis subiram 30% só no primeiro pregão.
Com apenas dois anos de vida, o Groupon passou a valer mais que a Xerox. Não é à toa que Mason estivesse sorrindo de orelha a orelha: sua fatia na companhia chegou a 1,2 bilhão de dólares. Mas o entusiasmo parou por aí. As ações do Groupon começaram a cair no dia seguinte ao IPO e, pouco depois, foram abaixo do preço da estreia.
No fim de novembro, a desvalorização chegou a 30%. Feitas as contas, Mason perdeu cerca de 300 milhões de dólares. O Groupon é um caso entre muitos. Das 31 empresas de internet que abriram o capital neste ano, 21 valem hoje menos do que no IPO.
Como em filmes de terror que seguem roteiro mais ou menos parecido, quase todas essas ações subiram muito na estreia, mas, dias mais tarde, os investidores simplesmente desistiram delas.
Apesar de o sobe e desce ter características de enlouquecer qualquer investidor, não há o menor sinal de que o fenômeno vá ser interrompido. Pelo contrário, até. As empresas de tecnologia levantaram quase 40 bilhões de dólares em aberturas de capital desde 2010.
Foi o setor que mais levou empresas à bolsa nos últimos três anos. Esse fenômeno é global. Apenas 12 das 31 companhias de internet que fizeram IPO neste ano são americanas. As outras são chinesas, russas e neozelandesas.
Até agora, a maior desvalorização foi a do RenRen, o Facebook chinês, que perdeu 80% de valor de mercado desde que estreou na bolsa de Nova York, em maio.
Há uma fila de empresas dispostas a entrar nesse clube. A Zynga, que faz jogos para redes sociais, pretende levantar cerca de 1 bilhão de dólares no início de 2012.
Espera-se que o Facebook faça um IPO de 10 bilhões de dólares no primeiro semestre do ano que vem — se confirmado, será o quarto maior da história da bolsa americana e dará à companhia um valor de mercado de 100 bilhões de dólares, maior que os de Pepsico e Visa. No início deste ano, o Facebook foi avaliado em 50 bilhões de dólares pelo banco americano Goldman Sachs.
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