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Demografia | 03/11/2011 05:55

O brasileiro ficou mais velho e mais rico

Os brasileiros entre 50 e 70 anos de idade estão se tornando mais numerosos. Mesmo com mais gastos de previdência, isso é mais uma oportunidade para a economia do país

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Alexandre Battibugli/EXAME.com

Acácio Queiroz, presidente da Chubb

Riqueza madura: nos últimos dez anos, Acácio Queiroz, presidente da Chubb, triplicou o patrimônio da família

São Paulo - O paranaense Acácio Queiroz, presidente da seguradora americana Chubb no Brasil, exibe em seu escritório um quadro com seus 22 cartões de visita, acumulados ao longo da carreira. O primeiro deles é de 1973, quando começou a vender seguros em Curitiba aos 25 anos de idade.

Hoje, aos 63, Queiroz continua desfrutando de uma vida profissional plena, que inclui jornadas de 12 horas de trabalho, viagens internacionais e o comando de uma filial cujos ativos somam quase 1 bilhão de reais. “Ainda hoje recebo três propostas de emprego por ano”, diz Queiroz, que está oficialmente aposentado desde 2001 pelo Instituto Nacional de Seguridade Social.

Nesses últimos dez anos, ele triplicou o patrimônio conquistado nas décadas anteriores de trabalho, hoje composto de imóveis, carros, barcos, previdência privada e outros investimentos — prova de que um profissional maduro ainda pode acumular muita riqueza.

Naturalmente, a evolução patrimonial do presidente da Chubb, que exerce altos cargos há um bom tempo, não representa a média da população brasileira. Mas Queiroz faz parte de um grupo ainda pouco estudado no Brasil e que irá quase dobrar de tamanho nas próximas três décadas: o dos brasileiros de 50 a 70 anos.

São pessoas que estão no ápice de seu capital intelectual e financeiro e serão protagonistas do que os estudiosos descrevem como o segundo bônus demográfico. O Brasil está atravessando uma fase em que o perfil etário da população ajuda o crescimento do país.

O primeiro bônus resulta da soma do número de pessoas em idade economicamente ativa se tornar maior do que o total de crianças e idosos. Hoje, para cada dez trabalhadores que contribuem para a economia, há 4,8 inativos que precisam ser sustentados. O segundo bônus advém do aumento da proporção dos que estão no auge da idade ativa.

Mais velhas e ainda produtivas, essas pessoas acumulam a maior parte do patrimônio e dos investimentos no país. E, quanto mais educada for essa faixa da população, maior será a força propulsora sobre a geração de capital. Mesmo ainda longe de um nível ideal na educação, o Brasil usufrui do segundo bônus.

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