Aguarde...
MúsicaFama, design e decibéis
Entrevista"Não vivo da caridade do governo", declara Joesley Batista
PesquisaComo foi feita a pesquisa de imóveis de EXAME
EmpresasA força da locomotiva econômica do Brasil
EstratégiaDiversificação de mercados enfrenta dois séculos de dúvida
Desvantagem logística: a soja fica em média 25% mais cara no trajeto do Mato Grosso ao porto de Santos
São Paulo - O paranaense Ricardo Tomczyk, de 35 anos, é um dos 5 000 produtores de soja de Mato Grosso. Todo ano, após a colheita da safra, ele depara com um problema logístico para escoar a produção. Os grãos produzidos por Tomczyk percorrem 1 200 quilômetros de sua fazenda em Rondonópolis, no sudeste do estado, até chegar ao porto de Santos.
No trajeto pelas rodovias rumo ao litoral, o preço da soja aumenta em média 25%. Nos Estados Unidos, o principal competidor do Brasil no mercado de soja, a mesma carga viaja em média 150 quilômetros para ser embarcada. Não bastasse a distância mais curta, o meio usado é a ferrovia.
O resultado é um custo de transporte irrisório, comparado ao brasileiro. “Nossa infraestrutura de transporte precisa ser mudada antes que se torne impossível competir com outros países”, diz Tomczyk.
A desvantagem logística é apenas uma das adversidades que encarecem a produção de produtores como Tomczyk. Responsável por 15% do abastecimento mundial de soja, o campo brasileiro está sob o ataque de uma praga que vem corroendo sua competitividade: o custo Brasil.
É a mesma que em outros setores, em especial a indústria, chega ao ponto de destruir a viabilidade dos negócios. A vantagem que o país tinha sobre seus maiores concorrentes globais já foi perdida em algumas culturas. Soja, açúcar, carne e celulose deixaram de ser produtos em que o Brasil é um campeão imbatível.
A perda da competitividade vem se acumulando ao longo dos anos. O custo médio de produção da soja brasileira era 45% menor do que o da americana em 2003. Oito anos depois, a vantagem trocou de lado: agora o custo americano é que é 38% inferior. No caso da celulose, já há praticamente um empate entre o custo para produzir no Brasil e o custo nos Estados Unidos.
O suco de laranja perdeu metade da margem que tinha em relação aos produtores da Flórida. “Definitivamente, o Brasil se tornou um país caro”, afirma André Nassar, diretor-geral do Icone, um centro mantido por empresas do agronegócio para estudos sobre o comércio exterior. “Para continuar a ganhar mercados, precisamos ser mais competitivos em custos gerais.”
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação
Jose Bastos
Quando o Pres. Obama disse que o Pres. Lula era o cara, estava apenas reconhecendo o empenho do presidente...
21.10.2011 | Ler comentário completo |
JOSE MARIA GARBELOTTO
muito bom o artigo da seção Brasil/economia sobre o tema "Todos de acordo. Falta fazer" ...burocracia...
20.10.2011 | Ler comentário completo |
Mychel Gomes
BRASIL Não são,nunca serão uma potencia mundial,enquanto o povo não for as ruas promover uma marcha...
20.10.2011 | Ler comentário completo |