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Economia | 05/10/2011 08:00

Vamos escapar dessa crise?

O mundo encontra-se novamente à beira de uma crise de proporções potencialmente desastrosas. Alguns dos mais renomados analistas da atualidade explicam como o mundo — e o Brasil — poderá se safar

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Louisa Gouliamaki/AFP Photo

Protesto em Atenas

Incompreensão grega: protestos em Atenas contra aprovação de pacote de austeridade que elevou impostos e cortou gastos públicos

São Paulo - Em tempos de incerteza na economia mundial, toda sorte de solução, estatística e tendência emerge na tentativa de elucidar uma cena em franca mutação. Para alguns, estamos às portas do inferno; para outros, a vida segue o curso de sempre. Não raramente, trata-se apenas de uma profusão de opiniões que mais escondem do que iluminam o que vem pela frente.

É nessa hora que o conhecimento e a experiência de algumas mentes privilegiadas podem ajudar a separar o concreto do que não passa de vapor, o irrelevante (ou o enviesado) do que realmente pode mudar a configuração da economia mundial. EXAME entrevistou alguns dos mais influentes economistas e analistas financeiros da atualidade.

Nessa lista figuram nomes como o economista americano Jeffrey Sachs, talvez a personalidade mais “pop” da elite acadêmica mundial, Barry Eichengreen, um dos mais respeitados analistas em assuntos cambiais, e o investidor Jim Rogers.

A seguir, eles falam dos desdobramentos da crise na Europa, epicentro da turbulência atual, explicam como a cambaleante economia americana pode reagir e quais os impactos mais prováveis para os emergentes e o Brasil.

Ao fim, os especialistas convergem para duas opiniões em comum. Lá fora, ainda dá para encontrar uma solução que afaste o mundo do caos. Por aqui, a mensagem é de otimismo — se o Brasil souber reagir à altura da gravidade do momento, temos tudo para encorpar como nação que se projeta neste início de século.

Europa

Uma das menores economias da União Europeia, a Grécia está vendo seu destino se tornar a diferença entre a disseminação da crise no mundo ou não.

Com um endividamento de 340 bilhões de euros, o país tem vivido à beira da insolvência — e a única forma de evitar um calote é por meio de um acordo dos países mais ricos do continente para salvá-la (o que, até o fechamento desta edição, não havia ocorrido).

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