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São Paulo - Muito antes de a primeira medalha ser conquistada na Olimpíada de Londres, em 2012, ou de o troféu da Copa do Mundo de 2014 ser levantado pela seleção campeã, uma disputa tão ou mais acirrada já começou: as marcas de artigos esportivos trabalham a todo o gás em estratégias para ganhar o coração e o bolso dos consumidores.
Em qualquer lugar do mundo, Jogos Olímpicos e Copa são oportunidades excepcionais para as marcas esportivas venderem milhões de tênis, camisas oficiais, bolas e uma infinidade de roupas, acessórios e outros produtos. Mas, quando esses dois eventos são sediados no mesmo país com intervalo de apenas 24 meses entre um e outro, o potencial de vendas cresce exponencialmente.
A última vez que essa dobradinha ocorreu foi nos Estados Unidos, com a Copa de 1994 e os jogos de Atlanta, em 1996. De lá para cá, a indústria de material esportivo mudou muito — sobretudo no quesito tecnologia.
A expectativa é que os eventos no Brasil de 2014 e 2016 movimentem cifras milionárias das grandes grifes do esporte, tanto de gigantes internacionais, como Nike e Adidas, quanto de nacionais, como Penalty e Olympikus.
Hoje, o mercado brasileiro de roupas, calçados e equipamentos esportivos gira em torno de 10 bilhões de dólares por ano — o que representa 3% do mercado global, de 315 bilhões de dólares. O Brasil está entre os dez países que mais consomem material esportivo no mundo — em nível equivalente ao da Itália e ao da Coreia do Sul.
Segundo a consultoria americana NDP Group, a previsão é que o mercado brasileiro cresça de 5% a 10% ao ano até a Copa do Mundo, elevando o faturamento do setor a 14 bilhões de dólares em 2014.
“Os dois eventos colocam o esporte na agenda de muito mais brasileiros, e isso tem impacto direto sobre o consumo de produtos”, afirma Márcio Callage, diretor de marketing da Olympikus, líder do mercado nacional de material esportivo.
No cronograma das grandes marcas, entrar em 2012 sem uma estratégia definida para a Copa pode ser fatal. Por isso, as empresas correm contra o tempo para decidir estratégias que envolvem desde a logística de produção até a contratação de patrocínios de atletas e seleções — temas que são tratados como segredo de Estado na cúpula das companhias.
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