Aguarde...
MúsicaFama, design e decibéis
Entrevista"Não vivo da caridade do governo", declara Joesley Batista
PesquisaComo foi feita a pesquisa de imóveis de EXAME
EmpresasA força da locomotiva econômica do Brasil
EstratégiaDiversificação de mercados enfrenta dois séculos de dúvida
Os dois presidentes da Rocket no Brasil, Eduardo Góes e Rodrigo Sampaio: criação de dez novos negócios para o mercado brasileiro de internet apenas neste ano
São Paulo - Há algo curioso no 8o andar de uma das torres do Villa Lobos Office Park, complexo comercial no bairro de Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. Desde junho deste ano, funciona ali a filial brasileira da Rocket, uma das maiores companhias de internet da Europa.
Vizinho a tantos outros escritórios, o ambiente bem poderia passar despercebido. Mas algo chama a atenção justamente no centro do escritório: uma cadeira está montada com os braços de apoio em posição invertida. Uma nova mirada nos assentos provoca ainda mais estranheza ao visitante.
Algumas cadeiras estão tortas. Outras, com partes ou peças faltando. Mas, a despeito da curiosidade que pode causar, a questão dos assentos mal montados é algo bem resolvido entre os que batem ponto por ali todos os dias. Embora não se exija experiência prévia, montar a própria cadeira é a primeira tarefa que cada novo funcionário deve desempenhar assim que chega à empresa.
A postura de faça-você-mesmo diz muito sobre a cultura da Rocket, companhia criada em Berlim por três irmãos no verão europeu de 2007. A primeira incursão de Marc, Oliver e Alexander Samwer em negócios de internet se deu logo no final dos anos 90.
Oliver, o irmão do meio, acabara de terminar uma tese na prestigiada escola de negócios Kellogg, nos Estados Unidos, sobre as razões do sucesso das maiores empresas americanas, algumas delas do Vale do Silício. Diante do êxito do eBay na época, Oliver teve uma ideia — ainda que não muito original: criar um site de leilões virtuais na Alemanha.
Pouco tempo depois, ele e seus irmãos lançariam a Alando, uma cópia fiel do eBay para o mercado local. O projeto teve boa aceitação logo de início. Cinco meses depois de lançada, a Alando foi comprada pelo próprio eBay por 54 milhões de dólares.
Clonar modelos de negócios bem-sucedidos na rede é uma prática que sempre existiu. Mas é provável que ninguém no mundo hoje saiba fazê-lo tão bem quanto os Samwer.
Da aquisição da Alando para cá, o processo de cópia e venda de negócios de internet se repetiu várias vezes. Entre os principais casos estão a venda em 2004 do Jamba, espécie de portal de conteúdo para celulares, por 273 milhões de dólares, e do StudiVZ em 2007, um clone do Facebook, por 112 milhões de dólares.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação