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São Paulo - Bancos, corretoras e gestores vêm oferecendo mais alternativas a quem está disposto a colocar parte do patrimônio em aplicações de risco para tentar obter retornos mais elevados mas quer distância do vaivém da bolsa — que acumula uma queda de 21% no ano.
Muitos desses investimentos são de renda fixa: o objetivo é oferecer um rendimento superior ao dos conservadores fundos DI aplicando, por exemplo, em papéis do setor agrícola e em títulos de dívida de empresas. Há também fundos de private equity, que compram fatias do capital de empresas com o intuito de revendê-las com lucro anos depois.
No passado, era preciso ter, no mínimo, 100 000 reais para ter acesso a essas opções — e algumas, como os fundos de private equity, não estavam disponíveis para as pessoas físicas, só para investidores institucionais. Hoje, 10 000 reais são suficientes. Veja a seguir as principais alternativas e os riscos de cada uma.
Investimento mínimo de 10 000 reais
Opção: Títulos do agronegócio
O mais conhecido é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que tem como lastro operações de financiamento de produtores rurais. O investidor não precisa conhecer o mundo agrícola para avaliar o risco desse título — o papel é garantido pelo banco que faz a emissão.
Se houver algum problema com a LCA, o banco devolve o dinheiro investido — o problema é que, apesar de devolver o principal, os bancos não se responsabilizam por todo o rendimento. Ou seja, corre-se o risco de ter o dinheiro comido pela inflação.
Uma vantagem da LCA é o fato de ser isenta de imposto de renda, diferentemente de outros títulos de renda fixa, que descontam de 15% a 22,5%. O rendimento é combinado entre o banco e o investidor: é oferecido um percentual do CDI (os juros de mercado), geralmente entre 90% e 95%, dependendo do prazo da aplicação.
Risco: Médio
Retorno anual: 10% (média de mercado, já isento de imposto de renda, para uma aplicação de um ano)
Investimento mínimo de 25 000 reais
Opção: Fundos de recebíveis
Esses fundos aplicam em títulos que representam valores que uma empresa tem a receber, como cheques pré-datados, duplicatas e contratos com fornecedores. O bom desempenho do fundo depende do pagamento dessas dívidas — o que é sempre um ponto de interrogação.
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