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Extrema - As montanhas da Serra da Mantiqueira e suas cachoeiras não são o maior ativo de Extrema, uma pequena cidade do sul de Minas Gerais.
O maior trunfo do município com menos de 30 000 habitantes é sua localização, na divisa com o estado de São Paulo, ao longo da rodovia Fernão Dias.
A pouco mais de 100 quilômetros da capital paulista, a cidade mineira é um polo industrial. Empresas como Kopenhagen, Bauducco e Rexam têm fábricas ali.
Também há centros de distribuição de marcas como Fiat, Centauro e Johnson&Johnson. Nos próximos doze meses, outras dez fábricas e centros logísticos deverão ser implantados.
Extrema já abriga 104 empresas de grande e médio porte, o que faz da cidade a segunda mais industrializada de Minas Gerais, depois de Betim.
Boa parte delas chegou atraída pela concessão de benefícios e incentivos fiscais estaduais e municipais. Na esfera estadual, o principal estímulo é a redução do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.
Já o município oferece isenção de tributos locais por cinco anos, prorrogáveis por mais cinco, e em alguns casos a doação de terrenos. “Não é qualquer empresa que queremos. Hoje escolhemos a dedo”, afirma o prefeito Luiz Carlos Bergamin.
A última grande empresa a aportar em Extrema foi a Panasonic, que deve investir 200 milhões de reais na construção de sua primeira fábrica de geladeiras e máquinas de lavar no país.
O afluxo de empresas levou desenvolvimento e riqueza — o PIB per capita de Extrema é 47 367 reais, o triplo do registrado na capital, Belo Horizonte.
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