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Carreira | 16/06/2011 05:55

Os jovens não querem só dinheiro

Uma pesquisa mostra que, para os jovens de 18 a 24 anos, satisfação pessoal e relevância social já são aspectos mais importantes no trabalho do que altos salários

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Germano Lüders/EXAME.com

Thiago Silva, do Banco União Sampaio, Bertoldo, da IBM, e Araujo, da Echo Music

Thiago Silva, do Banco União Sampaio, Bertoldo, da IBM, e Araujo, da Echo Music: em busca de propósitos

São Paulo - Os três jovens paulistas da foto acima compartilham o mesmo sonho. Patrick de Queiroz Bertoldo tem 20 anos, estuda comércio exterior no Senac, em São Paulo, e faz estágio na IBM. Bruno Barbosa de Araujo, de 23 anos, é presidente da fabricante de instrumentos musicais Echo Music.

Aos 22, Thiago Vinícius da Silva é fundador e analista de crédito do Banco Comunitário União Sampaio, no Jardim Maria Sampaio, na extrema zona sul da capital. São histórias de vida diferentes, mas os três dizem desejar, por meio do trabalho, fazer do Brasil um país melhor.

Jovens costumam ser sonhadores, às vezes utópicos, e coletivistas — um comportamento que tende a mudar tão logo as responsabilidades da maturidade e do mercado de trabalho se impõem. Mas, ao que tudo indica, a nova geração que começa agora a entrar nas empresas tem algo diferente.

Um estudo feito pela agência de pesquisas Box1824 e pelo Datafolha revela que Patricks, Brunos e Thiagos podem ser encontrados em todos os cantos do país. Depois de entrevistar mais de 3 000 pessoas de 18 a 24 anos em bares, parques e universidades, os pesquisadores descobriram que 90% dos jovens brasileiros querem um trabalho que contribua com a sociedade.

Além disso, apenas quatro em cada dez entrevistados apontam o salário como fator principal na hora de escolher um emprego. Ascender rapidamente e ganhar muito dinheiro já não é prioridade para uma enorme fatia da chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir da década de 80.

“A pesquisa reflete um momento de otimismo inédito no país”, diz Carla Mayumi, sócia da Box1824. “Os jovens querem fazer sua parte para melhorar a sociedade e já não têm tanta pressa em ficar ricos, como era a regra há pouco tempo.”

Para essa garotada, o tamanho ou a história das organizações não faz diferença na hora de escolher um trabalho. “Essa é a primeira geração que prefere avaliar os valores das companhias”, afirmam as psicólogas americanas April Perrymore e Nicole Lipkin, no livro A Geração Y no Trabalho.

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