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Amos Genish, da GVT: a operadora respondeu por 70% do crescimento da Vivendi no mundo
O bilionário setor de telecomunicações costuma ser palco de brigas sangrentas entre companhias gigantescas. Em praticamente todos os países do mundo, multinacionais disputam cliente a cliente nas áreas de telefonia fixa e celular, banda larga e TV por assinatura. No Brasil, três superteles, resultado de fusões e aquisições em série, digladiam num mercado que movimenta anualmente 150 bilhões de reais.
A maior delas, a espanhola Telefônica, adquiriu a operadora de celulares Vivo em julho do ano passado por 17 bilhões de reais. Com 75 milhões de clientes, seu faturamento é de aproximadamente 50 bilhões de reais. A segunda, a Oi, reforçou sua musculatura após a compra da Brasil Telecom, em janeiro de 2008. Finalmente vem a tríade formada por Net, Embratel e Claro, controlada pelo homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim. Juntas, suas três empresas possuem um faturamento de mais de 35 bilhões de reais e servem a cerca de 60 milhões de clientes.
Não bastasse a concorrência entre si, nos últimos tempos as três grandes da telefonia brasileira viram-se diante de um inimigo em comum — e proporcionalmente nanico: a GVT. Nascida como espelho da Brasil Telecom em 2000 e adquirida pelos franceses da Vivendi há pouco mais de um ano por 7,7 bilhões de reais, a GVT tem receitas de “apenas” 2,4 bilhões de reais e 4,2 milhões de clientes — apenas 6% do tamanho da Telefônica —, mas foi a companhia que mais avançou em participação de mercado em banda larga no ano passado.
Segundo dados da consultoria especializada Teleco, a participação da GVT em banda larga passou de 5,9% para 8,5%. Em telefonia fixa, subiu de 3,5% para 5%, perdendo apenas para a Embratel. “Respondemos por 70% do crescimento da Vivendi. Queremos continuar assim a partir de agora”, diz Amos Genish, de 51 anos, presidente da GVT. Ex-coronel do Exército israelense, Genish saiu dos Estados Unidos em 1999 e instalou-se em Curitiba, onde, com o capital do fundo de investimento holandês Magnum, fundou a GVT.
Cartilha anti-gvt
Par as superteles, a GVT não incomoda tanto pelo que é hoje, mas pelo que pode vir a ser no futuro. A principal estratégia da empresa na disputa com as grandes operadoras é a oferta de banda larga de alta velocidade, um setor tão lucrativo quanto inexplorado em muitas regiões do Brasil. A GVT foi a primeira no país a oferecer pacotes de até 100 megabytes de velocidade em julho de 2009, capacidade quase oito vezes maior que a oferecida por Telefônica, Oi e Net até então.
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