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Globalização | 17/03/2011 00:00

Nosotros, de Contax, hablamos español

Após alcançar a liderança do mercado de teleatendimento no Brasil, a Contax agora parte para uma nova fase: crescer fora do país, como já fizeram vários de seus clientes

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Eduardo Monteiro/EXAME.com

Centro de atendimento da Contax, no Rio

Centro de atendimento da Contax, no Rio: 107 000 funcionários no Brasil e 800 na Argentina

Espalhados por 54 uni­dades localizadas em oito estados, revezando-se sete dias por semana, 24 horas por dia, os 107 000 funcionários da Contax atendem e fazem 230 milhões de chamadas tele­fônicas por mês. Em apenas uma década, essa operação gigantesca transformou-se na segunda maior empregadora privada do país e conquistou a liderança do bilionário mercado brasileiro de teleatendimento.

Criada para prestar serviços de call center à antiga Telemar — atual Oi —, a Contax faturou 2,6 bilhões de reais em 2010 (valor estimado pelo mercado, pois o balanço ainda não foi divulgado). Neste ano, acrescentará cerca de 700 milhões de reais a suas receitas com a compra da Dedic, antes controlada pela Portugal Telecom.

Como no caso da maioria das empresas expostas à competição, o histórico de crescimento rápido da Contax tornou-se um elemento de pressão a mais para seus executivos. Como continuar a crescer? Com 26% de participação num mercado disputado por concorrentes como Atento e Tivit, as atenções se voltaram para o exterior.

A missão de Michel Sarkis, diretor financeiro há nove anos e presidente da Contax há dois meses, é transformar a companhia na primeira multinacional brasileira do setor. “Queremos ser uma companhia global, assim como a Ambev é hoje”, diz Sarkis.

Os passos iniciais rumo à internacionalização da Contax foram dados recentemente. O primeiro call center da companhia no exterior começou a funcionar em outubro do ano passado, em Buenos Aires, resultado de um ­investimento de 7 milhões de reais. Lá, cerca de 800 funcionários atendem os clientes da segunda maior operadora de telefonia móvel da Argentina, a Personal.

A próxima meta do projeto é fechar, até julho, a compra de uma empresa em algum dos quatro países definidos como alvo: Argentina, Colômbia, Peru ou México, avaliados como os melhores no que se refere à ofer­ta de mão de obra. O mandato para fazer as aquisições está nas mãos do San­tander.

Até agora, o banco identificou dez potenciais alvos de compra, mas as análises e negociações ainda estão em curso. Internamente, uma equipe de dez executivos da Contax, lidera­da por Sarkis, já trabalha para encontrar potenciais clientes lá fora. Foi numa dessas rodadas de visitas, por exemplo, que eles chegaram à Personal e decidiram abrir uma operação na capital argentina.

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