Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

Internet | 17/11/2010 09:57

O software que lê pensamento nas lojas online

As ferramentas de recomendação personalizada ajudaram a aumentar as vendas das maiores lojas virtuais do mundo — agora, elas chegam ao Brasil

 Comentários (0) Views (1257)
Salvar notícia

Germando Lüders

Marcílio Pousada, da Saraiva

Marcílio Pousada, da Saraiva: total de clientes que compram a cada visita subiu 40%

Em um ramo de negócio jovem como o comércio eletrônico, é de esperar que exista pouco lugar para verdades universais. Um dos raros candidatos a exceção, porém, é o mantra “uma loja por cliente”, cunhado no final dos anos 90 por Jeff Bezos, presidente e fundador da Amazon. A experiência do consumidor em sites de comércio eletrônico, na cabeça de Bezos, tinha de ser diferente de uma visita à loja da esquina — e nisso ele apostou tudo. Mais de uma década depois, já líder no comércio eletrônico mundial, pode-se dizer que a Amazon encontrou esse algo mais. Se no início a ideia de personalizar a experiência de fazer compras online representou uma vantagem competitiva para a companhia, logo ela se tornou algo desejado por grandes lojas virtuais de todo o mundo. Mas como fazer isso?

O comércio eletrônico brasileiro é um setor que cresce como poucos. Em 2009, seu faturamento bateu em 10,6 bilhões de reais, um incremento de 33% em relação ao ano anterior. Mas, diferentemente dos mercados maduros, o crescimento das vendas online se dá principalmente pelo aumento da base de clientes. Não por acaso, 33% foi também o crescimento do número de consumidores em 2009, que passou para 17,6 milhões. Atrair novas audiências, portanto, tem sido a principal estratégia das lojas virtuais brasileiras. “O mercado crescia de forma tão galopante que não era necessário se preocupar em sofisticar as operações”, diz Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, empresa brasileira de pesquisas em comércio eletrônico. Mas crescer apenas sobre o aumento da base, como se sabe, não é sustentável para sempre. Aos poucos, algo começa a mudar no comércio eletrônico brasileiro — em especial pela chegada ao país de empresas especializadas em softwares de recomendação personalizada de produtos.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados