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Crise | 28/10/2010 16:26

A mágica acabou no Carrefour

Com a descoberta de um rombo de 420 milhões de reais na operação brasileira, o Carrefour se reorganiza

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Lailson Santos/EXAME.com

Loja do Carrefour em São Paulo

Loja do Carrefour em São Paulo: boa parte das verbas contabilizadas indevidamente estava na área de eletroeletrônicos

O paulistano Luiz Fazzio, diretor-superintendente do Carrefour no Brasil, surpreendeu cerca de 600 diretores e gerentes na reunião anual da varejista realizada em setembro, num hotel na zona sul de São Paulo. Desde o início de agosto no comando da operação, Fazzio decidiu mostrar aos funcionários os dados financeiros da subsidiária brasileira - algo tradicionalmente restrito a pouquíssimos integrantes do primeiro escalão. Os números eram preocupantes.

Por causa da queda na rentabilidade dos hipermercados - área responsável por quase metade do faturamento de 25 bilhões de reais do Carrefour no Brasil em 2009 -, a companhia corria o risco de fechar este ano com prejuízo, o que não ocorre desde 2004. Além do tropeço na operação, a matriz acabara de reconhecer perdas de 160 milhões de reais de receitas contabilizadas indevidamente no caixa da operação brasileira. A situação era feia, mas ficaria ainda pior.

Cerca de um mês depois, num comunicado emitido na França, o Carrefour admitiu que o rombo era ainda maior e chegava a 420 milhões de reais - uma informação antecipada pelo site de EXAME. Com as perdas, a previsão do lucro mundial do grupo neste ano foi reduzida em 3% - o equivalente a 100 milhões de euros. As ações caíram 4% no dia seguinte ao anúncio, a maior queda no principal índice da bolsa de Paris. "Não vou aceitar 'mágica'", disse Fazzio aos executivos do Carrefour diversas vezes nas últimas semanas.

Boa parte da mágica a que Fazzio se refere, descoberta após uma auditoria realizada pela KPMG a partir de maio, consistia em registrar como receita verbas que teriam sido pagas por fornecedores (para inclusão de seus produtos em tabloides ou para garantir uma posição privilegiada na gôndola), mas que jamais entraram de fato em caixa. Outra parte se deve a perdas no estoque que jamais foram contabilizadas. A devassa nas contas da empresa motivou uma série de mudanças na subsidiária - a mais rumorosa delas foi a troca no primeiro escalão da empresa.

Comentários (41)  

Rosely Goeckler

Deveriam tambüem verificar como são mantidos os alimentos: os perecíveis gelados ficam em temperaturas...

02.02.2011 | Ler comentário completo |  

Cassia Meirelles

O melhor seria a Matriz da França trazer auditores de lá, pois nos brasileiros que assumiram a direção...

10.11.2010 | Ler comentário completo |  

Cassia Meirelles

Ou vale a outra hipótese, querem quebrar o Carrefour, para vender a preço de banana para o WalMart...

10.11.2010 | Ler comentário completo |  

Cassia Meirelles

. E sorte da concorrência que levar ele... pois ele cobra, mas dá resultados! A impressão que dá é que...

10.11.2010 | Ler comentário completo |  

Cassia Meirelles

e fiquei sabendo que ontem o gerente de assistencia tecnica foi demitido... agora quero ver como é que...

10.11.2010 | Ler comentário completo |  

Cassia Meirelles

Para salvar o Carrefour, nem mágica funciona. A atual Direção está tão perdida, que acaba demitindo pessoas...

10.11.2010 | Ler comentário completo |  

Moacir Santos

O coordenador de redes sociais da exame parece ser mais um da revista que nos rebaixa a leitores desprovidos...

09.11.2010 | Ler comentário completo |  

João Pedro Caleiro

Este espaço é aberto a todos, incluindo o ex-diretor de Logística Túlio Bolzoni e todos que se sentirem...

04.11.2010 | Ler comentário completo |  

Jessica Mattos

Vi que muitos perceberam e comentaram isso. A revista não irá se pronunciar ??? O Editor lê esses nossos...

03.11.2010 | Ler comentário completo |  

Jessica Mattos

Está clarissimo que o problema teve como origem questões de contratos comerciais e é dado destaque para...

03.11.2010 | Ler comentário completo |  

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