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Figueroa Tower (LA), World Trade Center (NYC) e L Tower (Toronto): projetos adiados
O Ground Zero, espaço em Nova York onde ficava o World Trade Center antes do famigerado atentado de 11 de setembro de 2001, continua repleto de guindastes e maquinário pesado. As obras para a construção da torre número 2 desenhada para ocupar a área, no entanto, estão paradas desde março, e nenhum andar foi construído. A torre número 1 teve uma série de interrupções e está muito atrasada - a entrega já foi empurrada para 2014, três anos depois da previsão inicial. Em Chicago, o projeto de erguer o prédio mais alto do Ocidente - o retorcido Chicago Spire - foi cancelado em meados de 2008, deixando um enorme buraco no chão. O L Tower, empreendimento gigantesco no Canadá, atrasou, mas lá a situação é um pouco melhor. Dois anos depois do lançamento da pedra fundamental, a torre finalmente teve sua construção iniciada. Em Dubai, que se transformou numa espécie de Disneylândia do mercado imobiliário nesta década, dois grandes projetos foram abortados - o Opus, de 245 milhões de dólares, e o Signature Towers, um prédio que receberia a bolsa de valores.
Esses são apenas alguns exemplos da face mais espetaculosa da crise imobiliária que abalou o mundo nos últimos anos. Aos poucos, a fase mais dura da recessão começa a ficar para trás, especialmente nos Estados Unidos - na Europa, a confusão financeira envolvendo a Grécia tornou incerta qualquer expectativa de crescimento econômico. Recentemente, os números de alta no emprego dos americanos serviram para trazer de volta a confiança. Há melhoras até mesmo no mercado imobiliário, epicentro da crise. Entre 2007 e 2009, foram executados judicialmente 6,4 milhões de casas e apartamentos nos Estados Unidos. O mês de abril foi o primeiro dos últimos cinco anos em que houve redução no número de execuções em relação ao ano anterior - 92 000 imóveis saíram das mãos de seus donos.
Mas os esqueletos da crise servem para mostrar que, dada a profundidade dos problemas acumulados, a normalização dos negócios imobiliários ainda vai tardar - e alguns dos projetos desenhados numa era de euforia irracional talvez nunca saiam das pranchetas. Desde 2008, 25% dos arquitetos americanos perderam seus empregos, segundo dados oficiais. E os grandes escritórios de arquitetura, que em turbulências anteriores passaram incólumes graças aos grandes projetos, foram muito afetados nos dois últimos anos. "Se no segmento residencial foram os mais pobres que sofreram, no segmento comercial foram os grandes projetos arquitetônicos os mais afetados", diz Kermit Baker, economista- chefe do Instituto Americano de Arquitetos. É possível que americanos, canadenses e europeus ainda tenham de esperar bastante para ver novos megaprédios, como os que ilustram estas páginas, saindo do papel.
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